Trânsito 19/09/2019 14h24 Atualizado às 12h01

Adolescente estaria dirigindo caminhonete que atropelou homem no Distrito Industrial

Tiago Rodrigues de Moraes morreu após ser atropelado na frente do trabalho

Com base no relato de testemunhas e nas imagens de câmeras de segurança de empresas próximas ao local, a Polícia Civil concluiu que um adolescente de 15 anos era quem conduzia a caminhonete Toyota Hilux que atropelou Tiago Rodrigues de Moraes, de 36 anos, na frente do trabalho. A informação foi divulgada na tarde dessa quinta-feira, 19. O acidente ocorreu no dia 11 de setembro, por volta das 16h30, na Avenida Felisberto Bandeira de Moraes, no Distrito Industrial, em frente ao Motel Monn Cherry.

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Conforme o delegado Alessander Garcia, que comanda o caso, as imagens das câmeras mostram que o pai do menor desceu da posição do motorista e embarcou pelo outro lado do veículo a cerca de 300 metros do local do acidente. O homem tem 53 anos e trabalha no ramo da construção civil. Já as três testemunhas que foram ouvidas afirmaram que não viram o adolescende dirigindo, mas presenciaram o pai na carona da caminhonete após a batida.

Segundo Garcia, o adolescente deve responder a uma medida socioeducativa equivalente ao crime de homicídio culposo de trânsito – quando não há intenção de matar. Já o pai do menor responderá por ter permitido que ele assumisse a direção da caminhonete. O delegado aguarda ainda a conclusão das perícias, tanto do local do acidente quanto do veículo, para confirmar se a caminhonete pode ter sofrido alguma falha mecânica.

"Por se tratar de um crime culposo, a internação não cabe para o menor. Já o pai pode ser enquadrado em algum outro crime até o fim da investigação, mas por enquanto já está definido que ele irá responder por entregar o veículo para pessoa sem habilitação", afirmou. Além da internação na Fundação de Atendimento Socioeducativo (Fase), as medidas socioeducativas previstas podem ser advertência (para casos leves), prestação de serviço comunitário ou semiliberdade – neste caso, o adolescente pode sair para estudar e realizar outras atividades, mas deve dormir na unidade de internação.

Nos depoimentos prestados à polícia nessa quarta-feira, 18, os ocupantes do carro não mencionaram nenhum problema com o veículo. O pai do adolescente contou que teria passado mal e, por isso, teria saído da posição do motorista. No entanto, disse que não se recorda de nada do que aconteceu após descer do veículo. Já o menor fez uso do direito de ficar em silêncio e não falou à polícia.

"A licão que fica é que em hipótese alguma uma pessoa sem habilitação pode assumir a direção de um veículo, porque as consequências, como foi nesse caso, podem ser as piores possíveis", comentou o delegado.

Os nomes dos envolvidos não serão divulgados em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

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