OPERAÇÃO CAMILO 03/07/2020 18h36 Atualizado às 19h28

Polícia Federal indicia ex-prefeito de Rio Pardo

Relatório parcial acusa Rafael Reis Barros e outras quatro pessoas de crimes como corrupção e lavagem de dinheiro

Um dia após deixar o Complexo Prisional de Canoas graças a uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o ex-prefeito de Rio Pardo, Rafael Reis Barros, foi indiciado pela Polícia Federal, que concluiu nessa sexta-feira, 3, o relatório parcial da Operação Camilo, deflagrada no dia 27 de maio.

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Além de Barros, outras quatro pessoas foram indiciadas, incluindo o ex-procurador-geral da Prefeitura, Milton Coelho. Os crimes apontados são corrupção ativa, corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro, fraude a licitação e estelionato.

A operação revelou irregularidades em contratos na área da Saúde na Cidade Histórica que desviaram pelo menos R$ 15 milhões dos cofres públicos. O assunto segue agora para o Ministério Público Federal, que decidirá se denuncia ou não os acusados à Justiça.

Na noite desta sexta-feira, a defesa de Rafael Barros divulgou uma nota sobre o indiciamento. Confira:

Tradicionalmente os indiciamentos em sede da polícia federal acontecem no início das investigações e não ao final. Portanto, a divulgação do indiciamento realizada na data de hoje, possui o claro propósito de tirar o foco da notícia de concessão de liberdade para todos os investigados da operação. O indiciamento é o ato praticado pelo delegado de polícia, enquanto presidente da investigação, no qual apresenta suas conclusões.
Há muitos anos, a comunidade jurídica discute a utilidade de tal ato, já que não há qualquer consequência ou efeito, pois será o agente do Ministério Público quem decidirá qual a imputação cabível. De qualquer sorte, a defesa recebe o previsível resultado das investigações com serenidade e aguarda a posição do MPF sobre o caso, ocasião em que apresentará sua defesa escrita nos autos, como manda a lei. A defesa renova aqui, de público, sua confiança nos poderes constituídos e na absolvição de seus constituintes.


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