Candelária 31/07/2020 13h02 Atualizado às 13h36

Ministério Público pede novas diligências no Caso Kolbe

Promotor Martin Albino Jora encaminhou solicitação ao Poder Judiciário, que poderá acolher o pedido ou arquivá-lo

O Ministério Público (MP) de Candelária solicitou que novas diligências sejam realizadas no inquérito que investiga a morte do jovem Carlos José Kolbe, atingido por um disparo efetuado por um policial militar na noite de 14 de novembro de 2019, no Centro do município.

O promotor de Justiça Martin Albino Jora encaminhou o pedido ao Poder Judiciário na última segunda-feira, 27. Caso o requerimento seja acolhido pelo juiz da comarca de Candelária, Celso Roberto Mernak Fialho Fagundes, o parecer do promotor deverá ser cumprido pela Polícia Civil.

Com isso, MP e Polícia Civil aguardam a manifestação do Poder Judiciário, que poderá acolher o pedido ou arquivá-lo. Sendo acolhido, o processo terá continuidade para que as solicitações do MP sejam cumpridas.

LEIA MAIS: Homem morre após entrar em luta com a Brigada Militar de Candelária

Relembre
A Brigada Militar foi chamada para atender uma ocorrência de perturbação do sossego, na Avenida Pereira Rego, em Candelária, no Centro da cidade. Conforme informações da Brigada Militar repassadas um dia após a ocorrência, quando chegaram ao local, Carlos estaria urinando. Foi realizada então uma abordagem e revista no homem, que teria reagido e agredido um dos policiais com um soco no nariz. Foi necessária a intervenção do outro PM, que entrou em luta corporal com o agressor. Carlos teria tentado sacar a arma de um deles e acabou sendo atingido com um disparo na altura do abdômen.

Em dois inquéritos que correram em paralelo, a Polícia Civil e a Brigada Militar concluíram que o PM agiu em legítima defesa, após uma reação agressiva do jovem, abordado por ato obsceno. Contudo, a família de Carlos não se conforma com o resultado, nega a versão e aposta em uma nova evidência para reabrir as investigações: o estojo da bala que atingiu a vítima.

LEIA MAIS: Família Kolbe aposta em nova evidência para reabrir inquérito