CLANDESTINO 06/10/2020 18h57 Atualizado às 12h04

Morte em Santa Cruz leva polícia a esquema de aplicação de silicone industrial

Jovem de 20 anos teve complicações após aplicação do produto e morreu. Responsável pelo crime, moradora de Caxias do Sul, foi identificada

A polícia investiga uma morte que ocorreu em Santa Cruz do Sul após um procedimento ilegal de aplicação de silicone industrial no corpo de uma mulher de 20 anos.

A vítima, identificada como Mélani Aguiar, era transexual e veio de Santa Maria, na Região Central do Estado, até o Vale do Rio Pardo para fazer o procedimento estético clandestino.


Ela foi hospitalizada no dia 27 de agosto, após se submeter à aplicação do silicone industrial nos glúteos, e acabou falecendo em virtude de uma síndrome séptica, uma disfunção em múltiplos órgãos do corpo em virtude da aplicação do produto, que tem o uso médico proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A investigação do caso está à cargo da delegada Ana Luiza Aita Pippi.

Através do telefone celular de Mélani, a polícia chegou até a autora do crime, uma moradora de Caxias do Sul, que segundo a polícia seria conhecida por aplicar silicone em transexuais no Estado.

“É um fato grave, que chama a atenção. É triste, mas eu espero que sirva de lição para as transexuais, as mulheres que querem modificar o corpo em busca da forma perfeita, mas atraídas por um valor econômico bem baixo, acabam aplicando esse silicone industrial ao invés de serem submetidas a práticas do silicone correto, que é o silicone em gel, aplicado por um médico, cirurgião plástico, em uma clínica, um local apto para isso.”, explicou a delegada responsável pelo caso.

A autora do procedimento confessou o crime. Ela não teve a identidade divulgada e aguarda em liberdade por ser ré primária e ter colaborado com as investigações, e será processada criminalmente posteriormente.

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