Rio Pardo 15/01/2021 07h14 Atualizado às 15h56

BM identifica dupla suspeita de praticar abigeato em Albardão

Por meio de relatos, policiais descobriram o endereço do principal suspeito de cometer os crimes e foram até o local

Repercutiu a reportagem da Gazeta do Sul sobre os casos de abigeato (furto de animais) registrados recentemente em Albardão, no interior de Rio Pardo. A Brigada Militar (BM) agiu rápido e realizou diligências nessa localidade durante a tarde de quinta-feira, 14, para apurar detalhes dos fatos junto aos moradores. Por meio de relatos, policiais descobriram o endereço do principal suspeito de cometer os crimes e foram até o local.

“Nossa equipe identificou o suspeito e foi até a residência dele, no entanto, nem o indivíduo nem qualquer outra pessoa estava na casa no momento da abordagem”, comentou o subcomandante do 2° Batalhão de Polícia Militar (BPM), capitão Renan Todendi Dutra. Ainda de acordo com Dutra, informações obtidas in loco pelos policiais também permitiram que um comparsa desse homem, conhecido pelo apelido de “Gugu”, fosse identificado.

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A BM afirma que esse segundo suspeito já possui antecedentes criminais por furto qualificado, furto simples e receptação de veículo. Ele também é de Candelária, mesmo município onde mora um homem apontado como responsável pela receptação da carne roubada.

Conforme depoimentos colhidos pelos policiais, a maioria dos moradores da localidade não vem tendo problemas com abigeato e observa a ação quase diária de fiscalização das Patrulhas Comunitárias do Interior (PCIs) da Brigada Militar.

Em relação a esse tipo de observação dos residentes de Albardão, o capitão Dutra acredita que a ação dos bandidos é realizada em propriedades nas quais os moradores não costumam viver ou frequentar na maioria dos dias, ou então residem em outras cidades e apenas se dão conta do crime quando visitam o local.

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“Virou rotina”, afirma outra vítima
Também depois da reportagem, um outro morador de Albardão, que foi vítima de abigeatários, entrou em contato com a Gazeta para relatar o seu caso. Segundo Juarez Lopes, de 54 anos, a propriedade que ele possui junto ao seu irmão foi invadida por um criminoso no último sábado. “Foi de noite ou pela madrugada que agiram. Quando meu irmão foi ver domingo de manhã, só estavam a cabeça e o bucho”, diz Lopes, sobre o terneiro da família de quase 300 quilos que foi alvo dos criminosos.

A família optou por não fazer um boletim de ocorrência. “O trabalho da polícia é muito bom, só que as leis são ruins. Não adianta irmos registrar se eles não pegam o ladrão em flagrante. Acaba por não resultar em nada. Por isso não fizemos o registro”, disse o agricultor. “Os bichinhos que temos são pra gente comer e vender um que outro. É triste demais ver esses criminosos chegando aí e levando nossas coisas, sem ter o que fazer. Não passa uma semana sem um caso aqui em Albardão. Virou rotina.”

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