BR-471 10/03/2021 09h40 Atualizado às 21h08

Polícia investiga acidente que resultou em morte de mulher em Santa Cruz

Motorista capotou Cobalt no dia 21 e se recusou a fazer teste do bafômetro. Uma das ocupantes do veículo faleceu na sexta-feira

A Polícia Civil investiga as circunstâncias de um grave acidente ocorrido na madrugada de 21 de fevereiro, que resultou na morte da santa-cruzense Eveline dos Santos Corrêa, de 28 anos. Ela faleceu na tarde da última sexta-feira, 5, no Hospital Santa Cruz (HSC), após passar 12 dias na UTI. A mulher estava no banco de trás de um Chevrolet Cobalt, branco, com placas de Santa Cruz do Sul, que era conduzido por um homem de 22 anos. No banco do carona havia outra mulher, de 25 anos, namorada do condutor.

Por volta das 4h30 do último dia 21, um domingo, o motorista, que seguia no sentido Rio Pardo–Santa Cruz, perdeu o controle do veículo no quilômetro 149 da BR-471, nas proximidades do depósito de uma empresa de tabaco, junto à rotatória que fica no Distrito Industrial. O automóvel capotou e caiu em um barranco, e os três ocupantes ficaram feridos.


A Brigada Militar atendeu a ocorrência. Quando os policiais militares chegaram ao local, o casal de namorados já estava fora do veículo, apenas com escoriações leves. Eveline, no entanto, permanecia dentro do automóvel, com ferimentos graves. Aos policiais, o motorista alegou que outro veículo transitava no sentindo contrário, o que teria feito ele sair da pista.

Eveline e o condutor eram colegas de trabalho em uma empresa de distribuição de alimentos, em Santa Cruz do Sul. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para prestar socorro e a mulher de 28 anos precisou ser removida das ferragens. Os três foram levados ao HSC. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) também esteve no local.

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Os policiais foram ao HSC e ouviram o motorista na madrugada. O homem de 22 anos recusou-se a fazer o teste do bafômetro, mas apresentava visíveis sinais de que tinha ingerido bebida alcoólica. Um termo de constatação de embriaguez foi lavrado pelos agentes e entregue à Polícia Civil na Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento (DPPA), onde uma ocorrência de lesão corporal culposa e embriaguez ao volante foi registrada. Já pela manhã, por volta das 8 horas, o veículo foi removido por um guincho. De acordo com a PRF, o motorista, ao lado de familiares, acompanhou parte do procedimento.

Eveline tinha 28 anos

Inquérito instaurado

Tão logo o acidente ocorreu, a 2ª Delegacia de Polícia (2ª DP) iniciou uma investigação para apurar as circunstâncias do fato. O delegado Alessander Zucuni Garcia, porém, não revelou detalhes sobre o caso. “Temos um inquérito instaurado para apurar a situação. Ainda não recebemos o laudo da necropsia no corpo da vítima”, afirmou Garcia.

Testemunhas já foram ouvidas. A possibilidade de uma perícia ser realizada no Chevrolet Cobalt envolvido no acidente foi descartada. “Em um primeiro momento, não havia ocorrido morte, então, via de regra, não há apreensão do veículo”, explicou o delegado.

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Eveline dos Santos Corrêa deu entrada no HSC às 5h36 do dia 21, com politraumatismo. Sofreu uma infecção dos pulmões devido às perfurações, fratura na clavícula, costela e bacia, além de um coágulo no cérebro. No atendimento, um dreno foi colocado em sua cabeça para desinchar o coágulo.

Em publicação no Facebook no dia 24 de fevereiro, a mãe, Suelene dos Santos Corrêa, revelou que Eveline havia apertado a mão da enfermeira e deixado cair uma lágrima. O quadro, no entanto, foi piorando ao longo dos dias, e o óbito foi confirmado às 16h46 da última sexta-feira, 5, por traumatismo cranioencefálico.


A Gazeta do Sul entrou em contato com a família de Eveline. Abalados emocionalmente devido à perda, preferiram não se manifestar sobre a investigação instaurada para apurar o caso. “Estamos em processo de cicatrizar a dor e a perda da nossa filha”, limitou-se a dizer o pai, Clóvis Alberto Corrêa.

Ele fez questão de reconhecer o empenho dos profissionais do HSC no atendimento prestado após o acidente. “Gostaríamos de agradecer tudo que foi feito pela nossa filha. No meio dessa pandemia horrível que estamos passando, eles foram muito atenciosos e os esforços por ela foram muito grandes.”

O velório de Eveline ocorreu no sábado, na Capela Halmenschlager, junto ao Cemitério Ecumênico da Paz Eterna. Ela foi sepultada no Cemitério Santo Antônio. Deixou enlutados seus pais, Clóvis Alberto Corrêa e Suelene dos Santos Corrêa; irmãos Robson dos Santos Corrêa e esposa, Renan dos Santos Corrêa e esposa; os avós Valmor Gomes dos Santos e Beatriz Mara Ferreira dos Santos, o sobrinho Matheus Renan Belina Corrêa e demais parentes.

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