Política 07/06/2019 16h12 Atualizado às 21h10

Após prisão, PT confirma expulsão de Paulo Lersch

Preso desde quarta-feira, vereador já havia sido afastado cautelarmente da sigla

Um dia após a prisão do vereador afastado de Santa Cruz do Sul, Paulo Lersch, a direção estadual do PT decidiu nessa quinta-feira, 6, à noite que irá expulsá-lo do partido. A decisão teve o aval de integrantes da legenda no município.

Lersch foi preso preventivamente na noite de quarta-feira, após ser deflagrada a Operação Feudalismo, do Ministério Público. A investigação apontou que o parlamentar é líder de um esquema que consistia na exigência de parte dos salários de servidores nomeados por ele na Câmara. Um assessor de Lersch, Carlos Henrique Gomes da Silva, também foi preso. Eles e a mãe do vereador, Nersi Ana Backes, vão responder na Justiça por associação criminosa, concussão e coação no curso do processo.

Antes mesmo da prisão, Lersch já estava afastado cautelarmente do PT por ter votado contra a implantação de cotas raciais em concursos públicos da Prefeitura em dezembro. O voto rendeu a ele um procedimento disciplinar, já que a defesa das cotas é uma orientação histórica da legenda. Lersch e o colega de bancada Ari Thessing também foram denunciados à direção estadual por conta da aliança com o prefeito Telmo Kirst (PP), que não teve a anuência do partido. Com a prisão, a situação dele se agravou.

O PT deve lançar na próxima semana uma nota sobre a expulsão de Lersch.
 

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