Polêmica 30/07/2019 06h39 Atualizado às 09h20

Telmo afirma que Hermany ‘não tinha preparo para ser prefeito’

O prefeito criticou projeto de lei protocolado pelo vereador que flexibiliza a polêmica Lei dos Vales

O prefeito de Santa Cruz, Telmo Kirst, voltou a abrir as baterias contra a família Hermany nessa segunda-feira, 29. Aliados durante décadas, Telmo e os Hermany estão rompidos politicamente desde o episódio da suposta expulsão da vice-prefeita Helena Hermany (PP) de seu gabinete em março, que rendeu ao prefeito uma ação judicial por improbidade administrativa e foi o estopim para a sua desfiliação do PP em junho.

Agora, o ataque de Telmo se deu em razão de um projeto de lei protocolado pelo vereador Edmar Hermany (PP), marido de Helena, que flexibiliza a polêmica lei que restringiu o pagamento de auxílio-alimentação aos servidores municipais, aprovada no ano passado.

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Em declaração à Rádio Gazeta, Telmo disse que o projeto é “inconstitucional”, “incoerente sob todos os aspectos” e visa a “beneficiar politicamente uma família”. O prefeito alegou que, após a aprovação da lei, o Tribunal de Justiça deu ganho de causa à Prefeitura em um processo movido pelo Sindicato dos Funcionários Municipais (Sinfum). “Não há o que mexer na lei”, disse, antecipando que, se o projeto for aprovado, irá vetá-lo. Ainda afirmou que a lei representou uma economia de R$ 527 mil aos cofres municipais e reduziu em 40,9% os atestados médicos apresentados por servidores.

Na sequência, Telmo subiu o tom. Alegou que Hermany, enquanto prefeito de 1993 a 1996, atrasou pagamentos obrigatórios a servidores e afirmou que a sua gestão “não foi exemplo para nada”. “Se eu cometi um erro político na vida, foi ter apoiado a candidatura dele a prefeito. Na época, queriam que eu concorresse e eu abri mão.” Telmo disse ainda que Hermany “não tinha preparo para ser prefeito” e acusou-o de “ingratidão”. “Quando ele ficou sem cargo, eu levei ele para ser diretor na Secretaria Estadual de Obras”, recorda.

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Ouça a entrevista na íntegra: