Santa Cruz 14/11/2019 14h53 Atualizado às 16h37

Telmo e presidente do PP voltam a trocar farpas

O novo embate começou após o anúncio da minirreforma de secretariado, que ocorreu nessa terça-feira

O prefeito Telmo Kirst (PSD) voltou a atacar o presidente do PP, Henrique Hermany. O novo embate começou após o anúncio da minirreforma de secretariado, feito na terça-feira por Telmo. Com a nomeação de Licério Agnes para a Secretaria de Segurança e Esporte, Marcelo Diniz irá assumir a sua cadeira na bancada do PP na Câmara. Porém, como Diniz deixou o PP no ano passado, Henrique comunicou que o partido irá entrar com uma ação de perda de mandato na Justiça Eleitoral.

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Nessa quarta-feira, 13, pela manhã, em entrevista à Rádio Gazeta, Henrique acusou Diniz de trocar de partido “para manter o cargo na Prefeitura” e disse que ele deveria “ter vergonha de querer assumir cadeira do PP”. “Ele não é dono do mandato. O mandato pertence a uma coligação, a um partido e a todos que trabalharam para essa legenda”, salientou.

Henrique disse ainda que a Câmara de Santa Cruz “vive uma situação de constrangimento”, falou em “compra institucionalizada de apoio político” e mencionou, sem citar nomes, investigações sobre captação de salários de servidores e nomeações de parentes. “A política de Santa Cruz não é mais exemplo”, disse.

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À tarde, foi a vez de Telmo, que classificou as declarações de Henrique como “infelizes” e afirmou que ele está “pregando moral de cuecas”. O prefeito acusou o progressista de se referir a Diniz “de forma muito desrespeitosa” e disse não temer a ação na Justiça Eleitoral. “Essa petição não vai nem ser recebida. O Diniz vai assumir na Câmara, sim”, afirmou.

Telmo também abriu as baterias mais uma vez contra a família Hermany. “No PP, só uma família tem direito a voos maiores. Primeiro foi o papai, depois foi a mamãe e agora o filhinho, que se autoproclama candidato a prefeito”, disparou. Acrescentou que Henrique foi seu secretário “porque a mãe dele pediu” e afirmou que a debandada de integrantes do PP se dá porque o partido “não tem um líder para essas lideranças”. Quem diria.

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