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OPERAÇÃO FURA-FILA

Câmara pode abrir processo de cassação contra vice e vereadores de Vera Cruz

Dois anos e meio após o Ministério Público deflagrar a Operação Fura-Fila em Vera Cruz, o caso pode ter novos desdobramentos na esfera política. O presidente da Câmara, Waldir Justmann (MDB), vai decidir ainda esta semana se irá ou não entrar com um pedido de cassação contra o vice-prefeito Alcindo Iser (PTB) e os três vereadores acusados de envolvimento no escândalo.

O MP encaminhou a íntegra da investigação ao Legislativo na última sexta-feira, 31, o que deve ser comunicado por Justmann aos demais parlamentares na sessão ordinária da noite desta segunda-feira, 3. Com cerca de 400 páginas, o material está agora sob análise da procuradoria jurídica da Casa, que vai emitir um parecer para orientar a presidência sobre qual decisão tomar.

Na prática, são dois possíveis caminhos. Um deles é Justmann entrar com um requerimento para abertura do processo de cassação, o que levaria à instalação de comissão parlamentar processante e a um julgamento no plenário da Câmara. O outro é aguardar o desfecho da ação na Justiça.

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Conforme Justmann, a decisão será tomada em conjunto pelos integrantes da Mesa Diretora. “Não é uma decisão partidária, é uma decisão técnica. Por isso vou aguardar a orientação da assessoria jurídica”, disse.

Relembre

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A operação foi deflagrada em 5 de dezembro de 2017, quando foram cumpridos 27 mandados de busca e apreensão. A operação apontou a existência de ume esquema de favorecimento a pessoas ligadas a agentes públicos em atendimentos nas áreas de saúde e agricultura. Em dezembro, oito pessoas foram denunciadas à Justiça por organização criminosa e peculato eletrônico.

A lista inclui Iser, que chegou a ser afastado do cargo de vice-prefeito, e três vereadores do PTB: Martin Nyland (que à época era secretário municipal de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente), Eduardo Viana e Marcelo Carvalho. A então secretária de Saúde, Eliana Giehl, que também é do PTB, além de dois assessores parlamentares e uma servidora de carreira da Prefeitura também são réus. O processo ainda está em fase inicial.

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