PAÍS 17/02/2021 18h40 Atualizado às 18h51

Por unanimidade, STF mantém prisão do deputado Daniel Silveira

Plenário da Câmara ainda pode reverter decisão. Parlamentar foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República

Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira, 17, manter a decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou a prisão do deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ). No entanto, a palavra final sobre a manutenção da prisão será do plenário da Câmara dos Deputados, que precisará votar se mantém ou não a decisão.

O plenário referendou o mandado de prisão expedido nessa terça-feira por Moraes. A prisão foi determinada no inquérito aberto em 2019 para apurar ameaças contra os integrantes do STF. O motivo da prisão foi um vídeo publicado na internet. Segundo Moraes, o deputado teria feito ameaças e defendido a destituição dos ministros.


Pela Constituição, a prisão em flagrante por crime inafiançável de qualquer deputado deve ser enviada em 24 horas para análise do plenário da Câmara, que deve decidir sobre a manutenção ou não da prisão. O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, convocou nesta quarta-feira uma reunião da Mesa Diretora e de líderes para discutir a prisão.

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Pelo Twitter, a assessoria jurídica do deputado confirmou que ele está na carceragem da Polícia Federal, no Rio de Janeiro, e disse que a prisão é ilegal. Para a defesa, a prisão representa “violento ataque à liberdade de expressão e inviolabilidade da atividade parlamentar”.

PGR denuncia deputado ao Supremo

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou nesta quarta-feira, 17, o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) pela prática de agressões verbais e ameaça aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Na peça, o parlamentar também é acusado de incitar o emprego de violência para tentar impedir o livre exercício das atividades do Legislativo e do Judiciário e a animosidade entre as Forças Armadas e a Corte. A denúncia foi apresentada pelo vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques de Medeiros, após a decisão do plenário do STF de manter a prisão.

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