Solidariedade 05/08/2018 20h24 Atualizado às 12h50

'Era o único dinheiro que a gente tinha', diz paranaense que teve bens furtados

Ele está hospedado na casa de um voluntário desde sexta-feira. Grupo organiza vaquinha online para ajudar

Depois de ter tido todos os pertences furtados na última sexta-feira, 3, o paranaense William Ferreira de Lima Ramos, de 28 anos, está recebendo ajuda do Grupo de Apoio Lótus, Fazer o Bem Sem Olhar a Quem e voluntários independentes. Ele veio de Rio Negro, no Paraná, para procurar emprego em Santa Cruz do Sul. Na sexta de manhã, deixou a mala com um desconhecido para entregar um currículo. No entanto, o homem sumiu com todos os pertences de William: R$ 2,2 mil, cartões de banco, documentos e roupas. 

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Foi assim que ele viu o sonho virar pesadelo. "Desde que eu casei, há seis anos, sempre queria vir para Santa Cruz por ser considerada uma das melhores cidades para morar", contou. Ele e a esposa têm uma filha de 1 ano e 8 meses. Elas ficaram em Rio Negro na casa de familiares enquanto o pai tentava encontrar um emprego na safra, área na qual sempre atuou. 

"Rio Negro é uma cidade pequena, todo mundo se conhece. Achei que aqui seria seguro como lá e acabei confiando na pessoa errada", lamenta. Lá, a família morava de aluguel e vendeu tudo o que tinha para que ele pudesse vir para cá procurar emprego. "A única coisa que ficou foi o berço da minha família. Esse era o único dinheiro que a gente tinha." Os R$ 2,2 mil perdidos na sexta-feira serviriam para que ele alugasse uma casa em Santa Cruz. Já estava tudo acertado para que a família pudesse vir também. 

Ele contou o que ocorreu em um grupo de santa-cruzenses no Facebook. Quando ficou sabendo da história, a voluntária Bruna Dick Ferreira não pensou duas vezes antes de ajudar. Ela e outros amigos do grupo voluntário encontraram William nas proximidades do Pronto Atendimento (PA) do Hospital Santa Cruz. Um deles, Rodrigo, ofereceu a própria casa, no Bairro Ana Nery, para hospedar o paranaense, pois ele não tinha nem onde passar a noite.

O Fazer o Bem Sem Olhar a Quem criou um grupo no WhatsApp e uma vaquinha online para arrecadar dinheiro para William. Ele pretende ficar aqui nos próximos dias e contará com a ajuda dos voluntários para encontrar um emprego. De acordo com Bruna, o paranaense contou que vendeu tudo o que tinha e deixou a esposa e a filha de 1 ano e 8 meses para vir para cá. "Ele queria ir embora, mas o convencemos a ficar. Vamos levá-lo aos locais para que ele entregue os currículos", disse a voluntária. 

Quem quiser ajudar pode doar valores por meio da vaquinha online ou entrar em contato com Bruna pelo número (51) 98037-0028.

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