Economia 17/10/2018 22h53 Atualizado às 11h48

Oktoberfest também movimenta negócios em Santa Cruz do Sul

Rede hoteleira já está com lotação quase completa para o fim de semana; comércio e serviços também faturam nesta época

Os 12 dias de Oktoberfest são uma espécie de safra para vários segmentos da economia santa-cruzense. Algumas empresas chegam a faturar até 80% mais fora do Parque da Oktoberfest. O apetite de turistas de várias partes do País movimenta a rede hoteleira, que já está quase lotada para o próximo fim de semana, mobiliza equipes em restaurantes e deixa recursos depois que a festa acaba. Os empregos temporários rendem dinheiro extra para os trabalhadores e o movimento em lojas costuma crescer após o evento.

Movimento que ultrapassa as fronteiras de Santa Cruz do Sul. Em Vera Cruz, Venâncio Aires e Rio Pardo, hotéis já estão com a capacidade máxima. De acordo com a gerente do Hotel Guest, de Venâncio, Monique Becker, a empresa fechou um pacote com a produtora dos shows nacionais. Assim, todas as equipes das bandas de artistas são hospedadas lá. “Nós temos 50 quartos e, para o próximo fim de semana, todos lotados”, comenta. 

LEIA MAIS

 

 

 

Em Vera Cruz, o Hotel Dal Molin também está com quase todos os 45 quartos reservados, assim como no Recanto do Imperador, de Rio Pardo, com 40 apartamentos reservados.

Em Santa Cruz, a taxa de ocupação média está na casa dos 80%. No Aquarius Flat Hotel, o percentual é maior: todos os 115 apartamentos estão reservados. “Neste período, registramos um aumento na faixa dos 50%, comparando com épocas normais. Há dois meses estamos recebendo reservas”, diz Paula Kling Rodrigues, gerente do Aquarius.

Foto: Lula HelferNo Aquarius, lotação máxima: 115 apartamentos reservados, afirma Paula
No Aquarius, lotação máxima: 115 apartamentos reservados, afirma Paula

 

Já no Hotel Charrua, os 110 apartamentos também têm reserva para o próximo fim de semana. A movimentação foi grande desde o início da Festa da Alegria. “Nós nos preparamos para esta época, ninguém tira férias agora, porque cativamos o turista no detalhe”, justitifica a gerente, Daiane Freytag Mendes.

Hotéis cheios e restaurantes lotados durante os fins de semana. No Quiosque da Praça, o movimento no feriado de 12 de outubro e nos dias seguintes ao primeiro fim de semana da Oktoberfest levou uma multidão para almoçar em um dos pontos mais tradicionais da cidade. Por dia, o estabelecimento serviu em torno de 550 almoços. “Recebemos reservas para grupos com 40 e 50 pessoas. Contratamos mais três garçons para o próximo fim de semana”, revela o gerente do Quiosque, Clóvis Souza.

O Hilda G Gastronomia criou até um café colonial para os turistas. O bufê é servido das 15h30 às 21 horas, de segunda-feira a sábado, e custa R$ 38,00 livre, por pessoa. “São tortas, bolos, pães e embutidos, todos tradicionais da culinária germânica”, explica a proprietária do restaurante, Fabiane Mendes Grudzinski. Além dos quitutes, ela oferece o “Muskelmagen”, receita vencedora do concurso de pratos típicos da festa, pelo preço popular de R$ 22,00, servido à la carte.

Custo de R$ 7 milhões

Mesmo sem conseguir precisar qual é o impacto econômico da Oktoberfest, no que se refere à receita gerada com a atividade, a Associação de Entidades Empresariais de Santa Cruz do Sul (Assemp), responsável pela festa, sabe quanto custa montar o parque e colocar as bandinhas para tocar. Conforme o presidente, Léo Schwingel, são necessários R$ 7 milhões para realizar uma Oktoberfest.

“Por isso dizemos que a captação de recursos leva 14 meses. Estamos trabalhando desde agosto para arrecadar recursos para a próxima Oktoberfest”, explica. Os R$ 7 milhões são gastos para contratação de atrações e montagem da estrutura do parque. Boa parte do investimento acaba ficando dentro de Santa Cruz do Sul, na contratação de terceirizados e locações.

E depois que a Oktoberfest termina, o ganho do exército de trabalhadores temporários beneficia o consumo, movimentando o comércio nos dias que se sucedem. Segundo o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), João Goerck, todo o município fatura com a festa. “O comerciante fica satisfeito com o movimento que continua bom depois da festa, ainda mais neste ano, que a Oktober está superando expectativas”, avalia.