Festa da Alegria 22/10/2018 01h24 Atualizado às 16h37

Saiba o que esperar para a Oktoberfest 2019

De 9 a 20 de outubro do ano que vem, a 35ª edição da festa irá contar a história da imigração alemã, que completará 170 anos

Com o discurso emocionado da rainha Ana Julia Metz, acompanhada das princesas Alline Luiza Bellina e Bruna Gabriela Cruz, a 34ª Oktoberfest se despediu de Santa Cruz do Sul, abrindo caminho para a próxima edição, marcada para ocorrer de 9 a 20 de outubro de 2019. Para elas, o trabalho a partir de agora muda de foco, pois a nova corte só será eleita às vésperas da nova edição, que terá como tema História, Cultura e Tradição.

Foto: Rodrigo AssmannAgradecimento finalfoi dirigido à comissão organizadora da Okoberfest, reúnida para a foto oficial
Agradecimento final foi dirigido à comissão organizadora da Okoberfest, reúnida para a foto oficial

 

“Nós vivemos tão intensamente estes últimos dias, que parece que estamos aqui há mais de ano. Esta edição foi incrível, mas a 35ª Oktoberfest já está vindo, e é para ela que iremos nos dedicar agora”, garantiu a soberana. A próxima Oktoberfest fará uma homenagem à imigração alemã, que completará 170 anos em 2019. O tema História, Cultura e Tradição fará o reconhecimento ao empreendedorismo do povo que deu início a Santa Cruz do Sul.

LEIA MAIS: Público pagante supera 130 mil pessoas em 12 dias de Oktober

Na cerimônia de encerramento, realizada no Pavilhão Central, na noite de ontem, também foi destacada a presença de público na festa, confirmando o que a comissão executiva ventilava durante a semana. “O volume de visitantes no primeiro fim de semana foi 38,5% maior do que em 2017. Este desempenho está ligado à concentração dos shows em três dias seguidos e ao clima, que foi muito favorável”, avaliou o presidente da Associação de Entidades Empresariais de Santa Cruz do Sul (Assemp), Léo Schwingel.

O público pagante deverá ultrapassar a marca dos 130 mil visitantes, e se igualar aos números de 2017. “É importante destacar que o volume de pagantes na festa fica na casa dos 28% aos 32% do público total. Por ser uma festa feita pela comunidade, muitos visitantes ingressam sem pagamento”, diz Schwingel. A finalização dos dados de visitantes e consumo serão divulgados ao longo desta semana.

De acordo com a vice-prefeita Helena Hermany (PP), a comissão organizadora, assim como a centena de voluntários que abraçou a festa, merece os parabéns. “Temos certeza que esta foi a melhor e mais bem organizada Oktoberfest que já tivemos.” À presidente, Andreia Mundstock, coube o agradecimento final. “Foram 12 dias de cultura e tradição. Estamos muito felizes por todo o trabalho e dedicação para nossa Oktoberfest.”

EM AVALIAÇÃO

O que não deve mudar

A realização da escolha do novo trio de soberanas deverá continuar mais próxima da realização da festa. Conforme a presidente Andreia Mundstock, a corte eleita nos dias que antecedem a festa contagiou as eleitas e todas as concorrentes com o clima necessário à divulgação. “Poderemos, talvez distanciar a escolha umas duas semanas da abertura da festa, para que os eventos não fiquem tão próximos”, destacou.

O que deverá ser modificado

Já o esquema de mais de um show na mesma noite deverá ser revisto. Segundo o presidente da Assemp, o público que prestigiou as noites de shows na Arena ficou 16% abaixo do que a organização esperava. “Para quem participa do evento, o tempo de permanência dentro da arena pode chegar a até seis horas. Mesmo contando com a pontualidade em que os shows ocorreram, torna-se cansativo ficar tanto tempo em pé.”

Balanço em janeiro

O resultado financeiro deverá ser divulgado em janeiro do ano que vem. Isto ocorre por conta do recebimento tardio das verbas destinadas à parte cultural, captadas por meio das leis de incentivo à cultura. “A Assemp divulgará estes dados depois de receber todos os patrocínios”, pontua Schwingel.

 

Um desfile de cultura, alegria e memórias

Bastou o primeiro sopro para que o trombone arrancasse palmas daqueles que desfilavam e dos que assistiam. O segundo desfile temático levou para as ruas centrais de Santa Cruz outra multidão na manhã de ontem. Felicidade em celebrar a vida e as memórias bonitas foram o combustível para extravasar a alegria. Foram dez carros alegóricos, mais de 3 mil figurantes e 20 bandinhas em duas horas e meia de desfile. No ar, ficou um gostinho de “quero mais”, que permanecerá no paladar até 2019.

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Márcia Maria Wink é a personificação de tudo isso. Ela foi rainha da Oktoberfest em 1985, e em todo este tempo, não perdeu a emoção de desfilar. “É um amor inexplicável, não existe Oktoberfest sem desfile, sem os bailes, sem a música. É tudo muito lindo, faz parte da gente.”

A soberana não pôde desfilar no primeiro domingo, por conta do trabalho. Para compensar, ontem ela cruzou duas vezes a  Marechal Floriano. “O amor pela Oktoberfest é mais forte. Na época em que eu fui soberana era tudo diferente, a festa era muito menor. Hoje estamos em meio a um calor humano que contagia, a cada ano a nossa Oktober está melhor. E deve seguir assim”, decretou, pois, uma vez rainha, sempre soberana.

O casal Estanislau César Schuch e Rosi Mari Schuch já perdeu as contas de quantas vezes desfila junto com a trupe da Oktoberfest. “O que nos move é esta alegria de quem assiste, de quem vem para cá aplaudir e brincar conosco”, revela Rosi. “É uma alegria muito grande que contagia qualquer um, por isto é muito bom estar aqui. Estamos em uma grande confraternização, onde todos estão festejando, isto é muito bom”, define Estanislau.

Para Rosi, o desfile é a própria Oktoberfest, que aos domingos sai do parque, dá uma voltinha pelo Centro e volta com a alegria do público. Público este que vem de todas as partes do Estado. Sérgio Antônio Zoletti e Roselina Biolchi vieram de Passo Fundo para conferir a Oktoberfest. O casal, que chegou no sábado, acordou cedo e foi para a Floriano garantir um bom lugar para ver todas as atrações. “Nós acompanhamos há muito tempo, e não tem como deixar de assistir o desfile. Ele é a identidade germânica, a maior manifestação cultural. Vir à Oktoberfest e não ver o desfile é como ir a Roma e não ver o papa”, compara.

Sérgio conta que a mãe dele era natural de Santa Cruz do Sul. A ligação com os familiares maternos estabelece o vínculo do casal. “Eu lembro do tempo em que se vinha de trem para cá, por isso a gente sempre volta. Ainda mais nesta época.”

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