Moda 23/11/2018 09h53 Atualizado às 10h36

Santa-cruzense de 19 anos assina grife de bolsas de luxo

Pedro Herolds lançou nova coleção de sua marca nessa quinta-feira

Um jovem natural de Santa Cruz do Sul, de apenas 19 anos, já cria um caminho sólido no mundo fashion. Pedro Herolds é dono de uma grife com seu nome que vende bolsas de luxo. Atualmente morando em Porto Alegre, ele conta que as peças têm o diferencial de serem produzidas em couro sem o uso de material sintético e levam ferrangens banhadas. "São edições exclusivas e limitadas, se você chegar em qualquer lugar, só você vai ter uma delas", explica. O lançamento de sua nova coleção foi realizado na noite dessa quinta-feira, em Santa Cruz, e reuniu cerca de 50 convidados do designer. 

Herolds destaca a dificuldade de se inserir em um mercado tão competitivo com sua pouca idade. "Eu acho que a parte mais difícil de empreender jovem é a falta de credibilidade, por ser jovem, eles pensam que você não entende, não sabe, não conhece, não está preparado. Mas acho que cada um tem seu tempo e sua forma de ver o mundo. Acredito que eu estou super preparado hoje, tanto que faço o que faço e vendo o que vendo e acredito que as coisas tendem a melhorar com certeza."

Foto: Divulgação

 

Ele destaca que sentiu muita resistência, principalmente no começo. "Eu sempre falo isso quando vou dar alguma palestra, foi a parte mais difícil de todo o processo, porque eu tinha 16 para 17 anos e entrar no meio da moda com essa idade, chega a ser incrédulo. Quando eu ia comprar couro nas indústrias eu não conseguia comprar, eu consegui começar depois de um tempo que eu ganhei uma certa confiabilidade", conta. 

A grife que leva o nome do designer começou a ganhar forma quando ele ainda estava no ensino médio, com 14 anos, e desenhava seus primeiros modelos de bolsas de uma forma mais simples. "Eu sempre quis ter a minha grife, minha identidade numa bolsa, em um produto feminino que a mulher gosta tanto de usar e usa todos os dias de uma forma tão delicada e elegante. Então é esse público e esse refinamento que eu quis trazer." Na faculdade de moda, com cursos e com apoio da sócia, ele aprendeu a fabricação do produto e hoje participa de todo o processo, desenhando as bolsas, fazendo a modelagem e acompanhando a equipe que faz as costuras e finalizações. 

Foto: Bruno Pedry

 

Segundo Pedro, as bolsas de sua marca são vendidas a valores entre R$ 700 e R$ 2,099. "Mesmo as minhas bolsas sendo caras, elas têm uma qualidade enorme". As peças que variam entre uma e 20 unidades na mesma cor e modelo são vendidas em Santa Cruz do Sul na loja Puchullu. As bolsas são comercializadas também na Capital e pelo site de Pedro, onde são adquiridas por clientes de todo o Estado. As bolsas chegam ao comprador com caixa, certificado de garantia e número de série. O objetivo do santa-cruzense agora é ganhar os mercados de São Paulo e Rio de Janeiro e, no ano que vem, passar a vender também fora do Brasil.