Preservação 11/01/2019 00h21 Atualizado às 08h46

Parceria garante manejo de abelhas na área urbana

Corpo de Bombeiros apenas é acionado em casos extremos, quando há risco de ataque a pessoas e animais

A parceria entre vários órgãos de Santa Cruz do Sul tenta garantir a sobrevivência das abelhas que aparecem na cidade, principalmente nos meses de maior floração das plantas. As secretarias da Agricultura e do Meio Ambiente, Saneamento e Sustentabilidade mantêm um convênio com a Associação Santa-cruzense de Apicultores (ASA) para o recolhimento de enxames na zona urbana do município. Os moradores que notarem a presença dos insetos devem acionar a Guarda Municipal, que, após o preenchimento de um protocolo, faz contato com os apicultores inscritos para efetuar a transferência para outro local sem risco para pessoas e animais.

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As abelhas são polinizadores fundamentais para a produção de alimentos em todo o mundo. No entanto, diversos estudos apontam para o declínio das populações de abelhas, principalmente em consequência da aplicação de agrotóxicos. Para garantir a preservação das espécies, existe a parceria em Santa Cruz do Sul para o resgate dos enxames que aparecem no perímetro urbano.

O coordenador da Guarda Municipal, Estor Iochims, explica que a pessoa que nota o aparecimento do enxame deve preencher um formulário com seus dados e informações como identificação do local e forma de concentração dos insetos na propriedade. A partir disso, o órgão aciona os apicultores para fazer o manejo. O coordenador afirma que o Corpo de Bombeiros apenas é acionado em casos extremos, quando há risco de ataque em áreas de concentração de pessoas e animais.

Iochims explica que o número de pedidos geralmente aumenta nos meses em que há maior floração. O secretário do Meio Ambiente, Raul Fritsch, destaca que o trabalho de manejo das abelhas é bem estruturado e não há custo para os donos de imóveis onde aparece o enxame.

O diretor da Secretaria da Agricultura, Clero Ghisleni, esclarece que o objetivo do convênio é fazer com que as abelhas recolhidas sejam destinadas para a produção de mel. “É importante que a população acione a Guarda Municipal e não utilize nenhum artifício para espantar ou matar os insetos.” Desde que o convênio da secretaria com a ASA está valendo, já foram cerca de 300 resgates. Toda vez que um apicultor é chamado e faz o serviço, ele recebe como contrapartida uma caixa-ninho do Município, que vai ser usada para a produção de mel.

Entidade

A Associação Santa-cruzense de Apicultores (ASA) tem 80 integrantes ativos e, destes, seis estão inscritos na secretaria para o recolhimento das abelhas. Normalmente o processo é feito de forma rápida e os apicultores têm equipamentos adequados para o manejo, sem riscos aos moradores e animais próximos. De acordo com o presidente da ASA, Almiro Martim, a maior incidência de enxames na zona urbana é nos meses de fevereiro, março, outubro e novembro. A produção de mel ocorre nos períodos de 15 de fevereiro a 15 de abril e de 15 de setembro a 15 de novembro, quando há mais flores com néctar.