Padrão 11/01/2019 00h41 Atualizado às 08h35

Novas placas terão menos falsificações e mais segurança aos motoristas

Padronização do Mercosul vai permitir banco de dados ainda maior à polícia e dificultar o trabalho de adulteração

A inexistênca de indicadores de município e do Estado de origem nas novas placas veiculares, no padrão Mercosul, tem causado estranheza a muitos motoristas. Uma das dúvidas que surgem, aliás, é sobre a segurança. Afinal, como será possível reconhecer um veículo “estranho” em determinado município? Para o comandante do 23º Batalhão de Polícia Militar (23º BPM), tenente-coronel Giovani Paim Moresco, ao contrário do que possa parecer para muitos, o novo modelo só vai ampliar o leque de dados à polícia.

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“Essa questão das placas de fora foi uma cultura que se criou ao longo do tempo. Realmente era um dos fatores utilizados, mas o menor deles. Agora, no entanto, a capacidade de adulteração é praticamente nula”, explica Moresco. A dificuldade de falsificação surge justamente pela série de fatores que compõe as placas, como código bidimensioanal e sistema alfanumérico.

Foto: Lula HelferMoresco: adulteração será quase nula
Moresco: adulteração será quase nula

 

Por meio do aplicativo Sinesp Cidadão, por exemplo, é possível consultar os veículos in loco. Esse, aliás, é outro benefício que a padronização vai possibilitar. Conforme Moresco, agora haverá acesso a dados de automóveis de todo o Brasil. Antes era preciso solicitar ingresso em determinados sistemas para consultar aqueles oriundos de outros Estados.

Saiba mais

De acordo com a resolução 729, de março de 2018, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), as novas placas veiculares, no padrão Mercosul, devem conter sete caracteres alfanuméricos estampados em alto relevo, com combinação aleatória, a ser fornecida e controlada pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), com o último caractere obrigatoriamente numeral e com distribuição equânime.

As placas deverão ser revestidas no seu anverso com película retrorrefletiva, sendo recobertas nas áreas estampadas, da combinação alfanumérica e bordas, com filme térmico aplicado por processo de estampagem por calor (hot stamp).

Todas as placas de identificação veicular deverão possuir códigos de barras bidimensionais dinâmicos (Quick Response Code - QR Code) contendo números de série e acesso às informações do banco de dados do fabricante, com a finalidade de controlar a produção, logística, estampagem e instalação das placas nos respectivos veículos, além da verificação da autenticidade.

Alguns elementos de segurança

  • Marca d’água: consiste em um efeito óptico visível sob condições normais de luz, inscrito no interior da película, com o emblema do Mercosul em formato circular e gravados na construção da película retrorrefletiva.
  • Código de barras bidimensional dinâmico (Quick Response Code - QR Code): deve ser gerado a partir de algoritmo específico, de propriedade do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Deverá conter a identificação do fabricante, o número de série individual e o acesso aos dados dos eventos envolvendo as placas que permita a rastreabilidade sistêmica desde a sua produção até a instalação nos veículos, além da verificação da autenticidade por meio de sistema eletrônico.

 

  • Ondas sinusoidais (ou senoidais): esta medida de segurança deve estar inscrita no interior da película de segurança, devendo ser utilizada de maneira horizontal, conforme Resolução Mercosul/GMC No 33/14.

Fonte: Resolução 729/2018 – Contran