Santa Cruz 11/01/2019 11h39 Atualizado às 18h35

Menino com epilepsia vai passar por cirurgia na semana que vem

Família precisa de ajuda para custear o tratamento do Kauê Petrick da Cruz

O menino Kauê Petrick da Cruz, de 4 anos, que sofre de epilepsia de difícil controle e tem autismo, vai passar por uma cirugia na semana que vem. Conforme a mãe, Angélica Pinheiro, a situação dele está complexa: sem falar, andar, mastigar e com paralisia do intestino, a família aguarda a liberação da Anvisa para que ele use o medicamento Canabidiol, que pode auxiliar a espaçar as convulsões e estabilizar o quadro. Recentemente ele também precisou de uma cadeira de rodas, que foi doada por moradores de Santa Cruz do Sul. 

No momento, Kauê está internado há 13 dias no Hospital Santa Cruz (HSC). Ele está com uma sonda no nariz, mas teve que ser amarrado para não remover o equipamento. Entre a segunda-feira e a quarta da semana que vem ele passará por uma cirurgia para colocação de uma sonda gástrica. "Ele está há quatro dias amarrado na cama. Sei que não é uma situação de urgência, porque ele não corre risco de vida, mas é uma situação muito difícil para uma mãe ver o filho assim. Estou lutando para convencer a todos da cirurgia para que ele não precise mais ficar nesta situação."

Foto: DivulgaçãoMenino enfrenta epilepsia de difícil controle que exige atenção constante dos pais
Menino enfrenta epilepsia de difícil controle que exige atenção constante dos pais

 

Com a sonda gástrica, a alimentação da criança passará a ser feita exclusivamente com um tipo de leite especial, da marca Fortini, que custa cerca de R$ 135 a lata, e ele vai precisar de 26 latas do produto por mês. A família já solicitou junto ao Governo do Estado para ganhar o suplemento, no entanto, pode levar até 40 dias para que recebam o alimento pela primeira vez. 

Segundo Angélica, o INSS liberou o pagamento do benefício, que vai levar ainda 20 dias para ser recebido, no entanto, o valor vai cobrir praticamente só os remédios e fraldas do pequeno. Os outros gastos do tratamento como médicos, exames e condução para as terapias ainda será custeado pelos pais. Angélica precisou fechar seu negócio quando a condição do filho piorou, e a família se sustenta com os trabalhos temporários do marido e a ajuda que eles têm recebido.

"Queria agradecer todas as doações que recebemos, essa bondade de muitos. Todos que ajudaram, a ajuda foi bem-vinda e não tenho nem palavras, não tem preço que pague o que já fizeram pelo Kauê", disse. Se tudo ocorrer bem na cirurgia da próxima semana, se Kauê reagir bem ao procedimento e ao pós-operatório, é possível que ele tenha alta em alguns dias. 

Quem tiver interesse em ajudar a família pode entrar em contato pelo telefone (51) 996343448 ou realizar um depósito no Banrisul Agência 0340 Conta 35.197882.0-3 em nome de Lair da Cruz.