Caso Havan 08/02/2019 14h16 Atualizado às 20h05

“Se quiser vir e fazer algum acordo de segunda a sábado, será bem-vinda”, diz Afonsinho

Presidente do Sindicato dos Comerciários afirma que está aberto para negociar com a Havan desde que ela aceite o contexto vivido em Santa Cruz

Depois dos comerciários votarem contra a abertura do comércio aos domingos e feriados, o presidente do Sindicato dos Comerciários do município, Afonso Schwengber, voltou a afirmar que não concorda com a abertura das empresas nessas datas. Na quarta-feira, empresários também votaram contra o horário diferenciado para as demais lojas do município, mas afirmaram ser a favor da instalação da Havan.

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Em entrevista à Rádio Gazeta nesta sexta-feira, 8, Afonsinho também disse que o sindicato está aberto para negociar com a Havan. “Se a empresa quiser vir e fazer algum acordo de segunda a sábado, será bem-vinda (...). Todas as empresas que querem vir a Santa Cruz são bem-vindas, mas que não venham para cá mudar tudo na nossa vida. Nós queremos trabalho. Hoje existe muita violência e esta violência tem origem. É a ausência da mãe e do pai com a família no fim de semana", observou. 

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Para o presidente do sindicato, o fim de semana é um momento de descanso e lazer para os trabalhadores. Ele ainda salientou que não vê a necessidade dos comércios abrirem aos domingos, com exceção de alguns acordos feitos em datas especiais, como no fim de ano. “Fim de semana é para a gente fazer tudo, menos se preocupar com o cartão de ponto”, disse.

O sindicato ainda não confirmou se vai ser realizada uma nova assembleia para discutir o assunto. "Por enquanto não existe nada em relação a isso, é uma nova posição que está colocada agora. Nós vamos conversar com a base, como sempre fizemos, e se a gente sentir que é necessário fazer uma nova assembleia, a gente faz", comentou Schwengber.  

A discussão sobre a abertura do comércio aos domingos e feriados se tornou necessária porque a Havan manifestou interesse em instalar uma unidade em Santa Cruz do Sul. No entanto, em todos os municípios onde atua, possui o horário diferenciado. Para isso ser possível em Santa Cruz, é necessário que seja feito um acordo entre a rede de lojas e o sindicato. A negociação entre a empresa e a entidade santa-cruzense começou em meados de janeiro. 

Ouça a entrevista na íntegra: 

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