Vera Cruz 22/04/2019 21h04

16 meses depois, o que falta para o MP concluir a Fura-Fila?

Operação foi desencadeada em dezembro de 2017 e até agora os investigados ainda não foram ouvidos

Uma análise minuciosa seguida da conferência de milhares de documentos e arquivos apreendidos no dia da Operação Fura-Fila, em 5 de dezembro de 2017, e recebidos no decorrer da investigação pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco Saúde) do Ministério Público (MP) explica por que o caso já dura 16 meses e ainda não tem prazo para terminar. A informação é da assessoria do promotor João Afonso Beltrame, coordenador do Gaeco Saúde. Além da verificação dos documentos, o MP ainda precisa ouvir os investigados para aí sim concluir o inquérito e remetê-lo à Justiça de Vera Cruz. A previsão é que isso aconteça em breve.

A Operação Fura-Fila investiga um suposto esquema de favorecimento nas áreas de saúde e agricultura para contemplar apadrinhados políticos dos investigados. Na época, o então secretário municipal de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente, Mártin Fernando Nyland (PTB), o vice-prefeito Alcindo Francisco Iser (PTB) e Eliana Maria Giehl (PTB), que era secretária Municipal da Saúde, foram afastados dos cargos e gabinetes. Os dois secretários foram exonerados pelo prefeito Guido Hoff (PSB) no dia seguinte à operação.

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Na Câmara de Vereadores, Eduardo Wanilson Martins Viana (PTB) e Marcelo Rodrigues Carvalho (PTB) foram afastados. Junto com eles, os assessores parlamentares Gelson Fernandes Moura, Guilherme Matheus Oziemblowski e Anselmo Eli Ferreira Júnior, além da diretora-geral da Câmara na época, Ilse Miguelina Borges Riss. Todos foram exonerados dos cargos. Completa a lista de investigados a servidora concursada do Município, Adriane Mueller, que atuava na Secretaria de Saúde.

Depois de uma liminar obtida pela defesa dos investigados, em 15 de fevereiro de 2018, os vereadores Eduardo Wanilson Martins Viana e Marcelo Rodrigues Carvalho retornaram ao Legislativo. Quem também ingressou como vereador na Câmara foi Mártin Fernando Nyland, que havia sido eleito mas estava como secretário na época da operação. Nyland também é servidor público concursado. O vice-prefeito foi reconduzido ao gabinete e Adriane Mueller retornou ao serviço público, mas na pasta da Educação. A partir da volta dos vereadores à Câmara, Guilherme Oziemblowski, assessor da mesa diretora, e a diretora-geral Ilse Miguelina Borges Riss foram nomeados novamente para as antigas funções. Os outros dois assessores parlamentares não foram recontratados, assim como Eliana Maria Giehl.