Manifestação 15/05/2019 10h11 Atualizado às 11h10

Sindicatos protestam em Santa Cruz e se unem ao Grito de Alerta

Trabalhadores de diversas classes participaram da atividade nesta quarta

Um movimento unificado toma as ruas de Santa Cruz do Sul na manhã desta quarta-feira,15. Além dos trabalhadores rurais, que se manifestaram pela ruas de Santa Cruz e promoveram um tratoraço, demais classes trabalhadoras protestaram na Praça Hardy Elmiro Martin. Professores, bancários, comerciários e vigilantes, entre outros trabalhadores, se uniram à manifestação contra a Reforma da Previdência e contra os cortes feitos na área de educação.

Os sindicatos se organizaram através do Comitê Municipal Contra a Reforma da Previdência, levando representantes para a praça. Após a manifestação das classes, os trabalhadores se uniram ao Grito de Alerta, promovido pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag).

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“Hoje a pauta é unificada. Todos somos trabalhadores e todos seremos afetados por esta reforma, que na verdade é uma ‘antireforma’, que ataca os aposentados e todos que um dia pensaram em se aposentar, porque representa o fim da previdência pública. Não há o fim dos privilégios, há o fim da classe trabalhadora. Por isso a nossa união é muito importante”, destacou o presidente do Sindicato dos Vigilantes e integrante do comitê, Paulo Lara.

Em Santa Cruz do Sul e região, pelo menos 34 escolas estão paralisadas ou realizam algum tipo de atividade alusiva ao protesto. “Fomos surpreendidos pela adesão das escolas. É um movimento muito grande. Nossa preocupação é com a reforma, que faz os educadores trabalharem 10 anos a mais, e também com os cortes na educação do ensino superior. A nossa categoria está preocupada”, comentou a coordenadora do 18º Núcleo do Cpers/Sindicato, Cira Kauffman. “Apesar da chuva, será um belo dia de luta, que nos faz acreditar que temos a força necessária para barrar esta reforma”, disse.

O Sindicato dos Comerciários também esteve presente na manifestação. O vice-presidente da entidade, Marcos de Azeredo, afirmou que a classe está engajada contra a Reforma da Previdência e em favor da greve geral, marcada para o dia 14 de junho. “Estamos unindo os trabalhadores, independente do setor. Lutando contra os ataques da Reforma da Previdência, contra a retirada de direitos, contra os cortes de verba da educação e da saúde. Para nós, só há uma saída: a greve geral. Unindo forças”, disse.

Além da Reforma, a classe também protesta contra os cortes na educação, segundo o vice-presidente. “Não é admissível termos os direitos dos trabalhadores da cidade e do campo retirados, como está proposto. Não é possível aceitarmos que nossos filhos não vão mais ter o direito ao mínimo de educação. Não podemos aceitar que as universidades federais não tenham dinheiro para se sustentar enquanto o presidente gasta absurdos em cartões corporativos e enquanto o STF tem 220 funcionários por ministro. Não podemos aceitar. Os trabalhadores precisam ser respeitados.”

A União dos Estudantes Santa-Cruzenses (UESC), o Movimento Mulheres em Luta (MML) e a CSP/Conlutas também participaram da atividade. Após a união dos movimentos, os grupos caminharam em direção ao INSS de Santa Cruz do Sul, percorrendo ruas centrais do município.

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Foto: Rodrigo Nascimento
Foto: Rodrigo Nascimento
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