Santa Cruz do Sul 10/07/2019 21h36 Atualizado às 06h07

Baixa pressão queima chuveiros no Várzea e revolta moradores

Problema começou depois de obra da Corsan em uma das ruas. Afetados podem pedir ressarcimento, mas precisam comprovar a responsabilidade da estatal

Tomar banho na casa da auxiliar de limpeza Lilian Fabrícia Lau Maus, na Rua Pastor Becker, Bairro Várzea, tornou-se uma missão impossível. Por conta da baixa pressão da água fornecida pela Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), a moradora teve o chuveiro queimado duas vezes na última semana – na primeira, trocou a resistência; na segunda, o chuveiro inteiro.

Revoltada com a situação, Lilian afirma que depois do conserto de uma tubulação de água da estatal na semana passada, começou o tormento nas torneiras. “Não tem pressão suficiente, a água não sobe. Muitos estão se queixando do problema aqui”, conta. De acordo com ela, primeiro queimou a resistência. A peça foi trocada, mas queimou de novo. Depois foi a vez do chuveiro. “Agora temos até medo de ligar. Não há como tomar banho desta maneira.”

Segundo o gerente substituto da Corsan em Santa Cruz do Sul, José Marcos Costa, foram realizados testes nos registros de manobra, localizados no Bairro Várzea, e a pressão da água foi normalizada no fim da tarde dessa quarta-feira. “Eu pedi novamente à equipe técnica que verificasse na rede e com os moradores das proximidades da Rua Pastor Becker se ainda há problemas com a pressão.” Costa ressalta que também solicitou um levantamento sobre o serviço feito na região e que está no centro da reclamação de Lilian. “Trabalhamos para resolver logo esta situação”, complementa.

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Ressarcimento

Segundo o gerente substituto José Marcos Costa, prejuízos eventualmente causados por problemas da rede de abastecimento podem ser indenizados pela Corsan. No entanto, o consumidor precisa comprovar que a falha é de responsabilidade da estatal. “São as mesmas condições impostas pelo serviço de eletricidade, por exemplo: se comprovado o problema, a companhia ressarce o consumidor”, confirma. É preciso que o usuário lesado procure a Corsan para saber como realizar o procedimento, orienta Costa.


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