Candelária 31/07/2019 15h40 Atualizado às 13h57

Casal faz campanha para tratamento de filho com má formação cardíaca

Karen Regina Borstmann e Joél Jandir Jaeger, de Candelária, esperam o nascimento de Miguel

Um casal que aguarda a chegada do primeiro filho em Candelária realiza uma campanha para custear o tratamento do filho que ainda nem nasceu. Karen Regina Borstmann e Joél Jandir Jaeger estão juntos há sete anos e aguardam para 2019 a realização do sonho de serem pais. No entanto, no mês passado, ao completar 26 semanas de gestação, o casal descobriu que o pequeno Miguel tem uma má formação cardíaca muito grave e vai precisar de três cirurgias e medicamentos.

Miguel, que ainda está na barriga da mamãe, foi diagnosticado com Síndrome de Hipoplasia do Coração Esquerdo (SHCE), ou Hipoplasia de Ventrículo Esquerdo. Segundo Karen, todo o lado esquerdo do coração do bebê não se desenvolveu corretamente e ficou com tamanho reduzido. A mãe conta que não há histórico na família e realizou todos os exames normalmente. No entanto, durante uma ecografia em Santa Cruz do Sul, ela logo percebeu que algo estava errado.

"Quando nós descobrimos foi um baque, porque até este exame estava tudo certo, ele estava formado, gordinho e não tinha nenhum problema. Eu tinha feito todos os exames que o doutor pediu e nesta ecografia, fui até dirigindo sozinha, porque estava tudo ok com o bebê. A gente planeja, espera e ter um diagnótico destes é horrível. Nos primeiros dias, a primeira coisa que passa na cabeça é que vou carregar a criança durante nove meses e nunca vou poder segurar ela no colo", conta Karen.

O tratamento do bebê seria feito inicialmente no Instituto de Cardiologia de Porto Alegre, onde ele teria 10% de chances de sobrevivência. Mas os pais descobriram que há a possibilidade de realizar as três cirurgias que o pequeno vai precisar no Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, referência na área. Lá, as chances de Miguel chegam a 90%. Em função do problema no coração, o parto será agendado e uma equipe deve estar de prontidão para atender o pequeno, que já entra na primeira cirurgia durante as primeiras 48 horas de vida. O segundo procedimento acontece quando o bebê tiver 4 meses e a última até os três anos de idade. 

Foto: Arquivo Pessoal

 

A mãe, de 28 anos, conta que o casal planejou a gravidez e havia preparado uma pequena reserva para o nascimento do filho, mas esse valor é muito pequeno comparado com todos os gastos. Karen é professora da rede estadual e está recebendo o salário parcelado, já Joél trabalha na indústria moveleira. Os dois criaram uma campanha no site Vakinha, e tentam arrecadar R$ 50 mil, pois o custo inicial pode ser cerca de R$ 200 mil. Você pode conferir a página e fazer uma doação neste link. Além do tratamento e internação, os dois precisam pagar as passagens de avião e hospedagem em São Paulo, onde devem permanecer por cerca de quatro meses após o nascimento de Miguel, enquanto ele será submetido às cirurgias na casa de saúde. Os custos da família ainda devem incluir exames antes do parto, transporte, alimentação e aluguel.

O casal também criou uma página no Facebook chamada Corações Unidos pelo Miguel - SHCE para pedir ajuda da comunidade. As doações para ajudar o Miguel também podem ser feitas por depósito bancário:

Caixa Econômica Federal
Agência 1015
Op: 001
CC: 00021172-1
Karen Regina Borstmann
CPF: 025854510-03

Banrisul
Agência: 0556
CC: 351731290-2
Karen Regina Borstmann
CPF: 025854510-03

Sicredi
Agência: 0403
CC: 45501-6
Joél Jandir Jaeger
CPF: 012664020-39