Santa Cruz 12/08/2019 21h34 Atualizado às 19h44

Entrega das casas do Loteamento Mãe de Deus fica para fevereiro

Primeiro lote fica pronto em novembro, mas ocupação depende do plano de recuperação ambiental de outras áreas. Entenda

Os primeiros moradores do Loteamento Mãe de Deus, do Bairro Santuário, em Santa Cruz do Sul, farão a sua mudança somente a partir de fevereiro de 2020. A nova projeção é da Secretaria Municipal de Habitação. Segundo o cronograma da ALM Engenharia, empresa responsável pela obra, o lote inicial de 159 residências ficará pronto em novembro próximo. No entanto, a entrega definitiva depende de outros dois processos que já foram iniciados pela Prefeitura.

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A secretária municipal de Habitação, Aretusa Molina Scheibler, conta que a maioria das famílias que receberá uma casa no Mãe de Deus vem de situações irregulares, instaladas em áreas de preservação ambiental que foram degradadas. “Por isso, assim que a mudança para o loteamento for feita, precisamos recuperar a área. E isso não pode ser feito de qualquer forma”, justifica. Conforme Aretusa, antes mesmo da desocupação, o Município precisa criar um Plano de Recuperação de Área Degradada (Prad). “Estamos na fase de contratação da empresa que fará esses planos, um para cada local. Depois que eles estiverem concluídos, iremos contratar a empresa que fará, de fato, a recuperação, para então darmos início às mudanças.”

A previsão, conforme a secretária, é de que os projetos para recuperação das áreas degradadas estejam prontos até fevereiro de 2020. A contratação da empresa que colocará esses projetos em prática também será feita até lá. Só então começará a transferência das famílias. Na sequência, o espaço passará a ser ocupado com obras de recuperação. “A ideia é evitar que outras pessoas, até de cidades diferentes, possam repovoar esses espaços”, reforça Aretusa.

Conforme a secretária, das 159 primeiras famílias que serão contempladas no empreendimento, 28 têm hoje o benefício do aluguel social. Estes, segundo ela, são a prioridade absoluta no programa de habitação no Mãe de Deus. “São pessoas que foram retiradas de áreas invadidas, com moradias condenadas, ou mulheres vítimas de violência doméstica, que também são assistidas.”  

O Loteamento Mãe de Deus terá 400 novas residências, e a previsão é de que a obra toda seja concluída até abril do ano que vem. Cada moradia tem um custo aproximado de R$ 64 mil, financiados 100% com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal, sem contrapartida do morador ou da Prefeitura. O projeto prevê unidades de 45,3 metros quadrados de área construída com laje, sala de estar/jantar, cozinha integrada com área de serviço, dois quartos e um banheiro. Cada casa vem equipada com sistema de aquecimento de água com luz solar.  

Além do Mãe de Deus, a ALM Engenharia de Venâncio Aires mantém um contrato para construção de outras 163 residências, no Loteamento Santa Maria I, que está sendo erguido no Bairro Dona Carlota. Ao todo, serão utilizados R$ 42 milhões em recursos do governo federal para a construção de 563 unidades habitacionais nos dois bairros da Zona Sul.

Novas creches serão abertas no ano que vem

Outras duas obras da pasta da Habitação com entrega prevista para o próximo ano são as creches do Bairro Progresso e do Residencial Viver Bem, no Dona Carlota. Em cada um dos empreendimentos serão geradas 200 vagas para a educação infantil. “A obra no Bairro Progresso está mais adiantada. Os prédios de trás já estão em fase de acabamento”, explica Aretusa.

No caso da creche do Viver Bem, o canteiro está um pouco mais atrasado. Conforme a secretária da Habitação, no local houve uma dificuldade maior para o início da obra, com a perfuração das estacas para a fundação dos prédios. “Houve uma sequência de problemas no início dessa obra. Para compensar, a construtora contratou mais funcionários. Não se cogita alterar a data de entrega”, confirma. Os dois projetos estão orçados em R$ 3,4 milhões.

Foto: Luiz Fernando BertuolSegundo a secretária Aretusa, fundação dos prédios consumiu mais tempo do que o esperado na creche do Viver Bem
Segundo a secretária Aretusa, fundação dos prédios consumiu mais tempo do que o esperado na creche do Viver Bem