Luto 20/08/2019 06h18 Atualizado às 21h53

Bebê com má-formação cardíaca morre após a primeira cirurgia

Uma grande campanha foi realizada para o tratamento do pequeno Miguel, que acabou não resistindo

O pequeno Miguel Borstmann Jaeger faleceu nessa segunda-feira, 19, após nove dias de luta pela vida. O menino nasceu com uma má-formação cardíaca, no dia 10 de agosto, em Candelária. Os pais, amigos e demais familiares promoveram uma grande campanha para o tratamento do bebê, antes mesmo do nascimento.

Ele foi transferido com urgência para Porto Alegre, onde passou pela primeira cirurgia, nessa segunda-feira. Infelizmente, o bebê não resistiu ao procedimento, realizado no Instituto do Coração. Ele deixa os pais, Karen Regina Borstmann e Joél Jandir Jaeger, avós, tio, bisavós e tataravó enlutados.

Conforme a Funerária Freitas, o velório acontece na Comunidade Paz do Travessão Schoenfeldt. A cerimônia de encomendação acontece às 16 horas desta terça-feira, 20, e o sepultamento será no cemitério da mesma localidade. 

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O pequeno foi diagnosticado com Síndrome de Hipoplasia do Coração Esquerdo (SHCE), ou Hipoplasia de Ventrículo Esquerdo, ainda durante a gestação. Segundo a mãe, Karen, todo o lado esquerdo do coração do bebê não se desenvolveu corretamente e ficou com tamanho reduzido. Ela contou ao Portal Gaz, durante a campanha, que não há histórico na família e realizou todos os exames normalmente. No entanto, durante uma ecografia em Santa Cruz do Sul, ela percebeu que algo estava errado.

O tratamento do bebê seria feito inicialmente no Instituto de Cardiologia de Porto Alegre, onde ele teria 10% de chances de sobrevivência - mesmo local onde ele acabou falecendo. Entretanto, os pais descobriram antes do nascimento que havia a possibilidade de realizar as três cirurgias que o pequeno iria precisar no Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, referência na área. Lá, as chances de Miguel chegariam a 90%. 

Ele decidiu, no entanto, vir antes ao mundo. No dia 10, nasceu prematuro, com 34 semanas de gestação, de parto normal. O nascimento aconteceu no próprio Hospital de Candelária, porque não houve tempo de transferir a mãe para Porto Alegre. Conforme publicação da família na página criada para a campanha, ele não foi transferido para São Paulo por ter nascido prematuro. A primeira cirurgia aconteceu nessa segunda e Miguel não resistiu.

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