Santa Cruz 21/08/2019 23h35 Atualizado às 06h13

Jogos Municipais da Inclusão levam 700 participantes para o Parque da Oktober

Foram oito modalidades esportivas nos pavilhões Central, 1 e 2, no Ginásio Poliesportivo e na pista de atletismo do parque

A sétima edição dos Jogos Municipais de Inclusão, uma promoção da Prefeitura de Santa Cruz do Sul, levou para o Parque da Oktoberfest, nessa quarta-feira, 21, esportistas deficientes e não deficientes. Cerca de 700 participantes de escolas municipais e estaduais e de entidades de auxílio ao deficiente aproveitaram a tarde de sol para mostrar que participar é muito mais importante do que competir. Seja nas quadras de vôlei e basquete adaptados, nas disputas de futebol e até na corrida de handbike – a bicicleta pedalada com os braços –, o esporte  ensina que, na vida, ser diferente é ser normal.

Foram oito modalidades esportivas nos pavilhões Central, 1 e 2, no Ginásio Poliesportivo e na pista de atletismo do parque. Em um dos cantos da quadra, a presença da intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras), Francine Beatriz da Silva, indicava que o evento realizado no Ginásio Poliesportivo era inclusivo.

O próprio coreógrafo do grupo de danças da Escola Nossa Senhora do Rosário, Guilherme Gonçalves, tem uma deficiência auditiva. Nada que tenha lhe impedido de comandar a dança de Thriller, clássico de Michael Jackson, na cerimônia de abertura dos jogos. Em quadra, todos são iguais, disse a juramentista. “Promovemos este evento na Semana Nacional da Pessoa com Deficiência justamente para reforçar este chamamento à sociedade, para que cada vez mais tenhamos espaços públicos adaptados e atrações aos deficientes”, afirmou um dos coordenadores dos jogos, Flavio Ramon.

A cadeirante Claudete da Silva, de 44 anos, entendeu o recado. Participou pela segunda vez dos jogos, nas modalidades de vôlei sentado e tênis de mesa. “No vôlei a minha estreia foi no ano passado. De tanto ver os jogos pela televisão, decidi participar”, contou. Claudete carrega consigo a máxima da inclusão. Sabe que não deve ficar à parte da vida em sociedade e faz da cadeira de rodas um trampolim para participar de atividades em grupo. “Misturar é legal. Então, por que vou ficar excluída? Bom mesmo é participar. Nós, deficientes não devemos nos esconder.”

Na handbike, Laércio Pires, de 47 anos, era só felicidade. Ele não perde um evento relacionado ao esporte. A cadeira de rodas não lhe impede sequer de dançar nos bailes da Oktoberfest. “Eu adoro tirar fotos também. Esta minha foto vai sair no jornal? Então vou caprichar no sorriso”, disse ele, enquanto era guiado pelo monitor, Luiz Henrique de Moraes, aluno de Educação Física da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc). Acadêmicos dos cursos da área da saúde da Unisc participaram das modalidades esportivas.

A sétima edição dos Jogos Municipais de Inclusão de Santa Cruz do Sul foi uma promoção da Prefeitura, com apoio da Associação de Judô de Santa Cruz (Ajusc), 6ª Coordenadoria Regional de Educação, 13ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), Associação Santa-Cruzense de Pessoas com Deficiência (Aspede), Mercur e Unisc.

Foto: Bruno PedryClaudete experimentando o tênis de mesa. Estreia no esporte foi no vôlei, ano passado
Claudete experimentando o tênis de mesa. Estreia no esporte foi no vôlei, ano passado

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