Ilustre presença 05/09/2019 22h47 Atualizado às 13h19

Patrono chega à Feira do Livro de Santa Cruz para encontro com os leitores

Leonardo Brasiliense estará nesta sexta e sábado participando de rodas de conversa e sessão de autógrafos

Ele é fotógrafo, toca guitarra, formou-se em Medicina e trabalha na Receita Federal, em Santa Maria. Ele já ganhou dois prêmios literários importantes, em 2006: em nível nacional, o Jabuti, e estadual, o Açorianos. Ele escreve contos, minicontos, novelas, romances e roteiros. Ele já foi o escritor homenageado, em 2010, ano de João Ubaldo Ribeiro, e agora ele é o patrono.

Leonardo Brasiliense, 47 anos, estará nesta sexta-feira, 6, na 32ª Feira do Livro de Santa Cruz do Sul, para a sua primeira atividade: a partir das 19h30, participará de um encontro com o público leitor, na Casa das Artes Regina Simonis (Marechal Floriano, 651), com entrada franca e mediação do jornalista Mauro Ulrich, da Gazeta do Sul. A sua sessão de autógrafos está marcada para este sábado,7, às 11 horas, na Casa do Escritor, na Praça Getúlio Vargas. Às 15 horas de sábado, ele retorna para a Casa das Artes para participar do fórum A literatura, o livro e a rede, ao lado de autores locais e de Caxias do Sul. O tema tem a ver com o da feira, “Literatura em rede”.

Natural de São Gabriel e ex-morador de Santa Cruz do Sul (entre novembro de 2007 e janeiro de 2011), Leonardo falará basicamente sobre a sua principal paixão – entre as tantas! – nesta vida: a escrita. Começou a publicar em 1999, pela editora Sulina, e não parou mais. Seu mais recente livro de contos, Eu vou matar Maximillian Sheldon, é deste ano e marca a estreia de uma nova editora gaúcha, a Coralina, de Cachoeira do Sul. É este que ele estará lançando neste sábado.

Brasiliense conversou com o Mix em junho, tão logo o livro ficou pronto, e contou que parte dos dez contos que selecionou começaram a ser elaborados quando ainda morava em Santa Cruz. “Ali por 2007 eu li o livro O herói desvalido, da Maria Carpi. Fiquei muito impressionado com a temática. Então me deu vontade de escrever uma série de contos, de histórias, sobre personagens que fossem heróis do cotidiano com as suas próprias tragédias.”

Ele só não havia encontrado a voz apropriada de narrador para tais enredos, o que ocorreu quando leu a prosa de Bukowski, na sequência. Ao reunir os contos já elaborados, agrupou-os sob o nome provisório de Carretel de heróis. Mas, por sugestão dos editores, acatou a nova denominação. E para saber mais detalhes sobre tudo isso, vá encontrar você também com ele hoje, no comecinho da noite, na Casa das Artes Regina Simonis.

O que ler do léo

Livros lançados por Leonardo Brasiliense, em diferentes gêneros:
Eu vou matar Maximillian Sheldon, contos, 2019, Coralina
Roupas sujas, romance, 2017, Companhia das Letras
Corpos sem pressa, contos, 2014, Atena Casa Verde
Decapitados, romance, 2014, Benvirá
Sofia e Mônica, infantojuvenil, 2014, Edelbra
Três dúvidas, romance, 2010, Companhia das Letras
Whatever, contos, 2009, Artes & Ofícios
Olhos de morcego, contos, 2007, 7 Letras
Adeus conto de fadas, minicontos, 2007, 7 Letras
Desatino, contos, 2002, Sulina
Meu sonho acaba tarde, contos, 2000, WS Editor
O desejo da psicanálise, ensaio, 1999, Sulina

Programação da feira
14 horas – Encontro com o escritor homenageado Edison Botelho (séries finais do ensino fundamental)
15 horas – Apresentação das escolas da rede pública estadual (Local: palco principal)
15 horas – Oficina de HQs  – Realização Sesi (Local: Colégio Marista São Luís)
16 horas – Animação cultural – Grupo Vivandeiros da Alegria
16 horas – Programação do Bah! Quadrinhos – Abertura da exposição Acervo de Quadrinhos – Biblioteca da Unisc (bloco 9)
18 horas – Programação do Bah! Quadrinhos – Happy Hour Comics – Bar do Nêny (Rua São João, 315, Bairro Universitário).
19h30 – Encontro com o patrono Leonardo Brasiliense. Local: Casa das Artes Regina Simonis (Marechal Floriano, 651). Público-alvo: estudantes universitários, ensino médio e público geral. Mediação: Mauro Ulrich

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