Evento 10/09/2019 00h03 Atualizado às 18h00

Semana do Ministério Público tem a 35ª edição em Santa Cruz

Serão três dias de palestras para discutir assuntos atuais e relevantes da área do Direito com os estudantes da região

A Associação do Ministério Público do Rio Grande do Sul (AMP/RS) promove entre 17 e 19 deste mês a 35ª Semana do Ministério Público de Santa Cruz do Sul, em parceria com o curso de Direito da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc). O evento conta com o apoio da Fundação Escola Superior do Ministério Público e do Ministério Público do Estado. Serão três dias de palestras com o objetivo de discutir assuntos atuais e relevantes da área do Direito com os estudantes da região. O evento é aberto ao público e as inscrições devem ser feitas até a próxima sexta-feira pelo site http://www.unisc.br/site/ministerio/pages/inscricoes.html.

 A Semana do Ministério Público de Santa Cruz do Sul existe há 35 anos, sem pular nenhuma edição desde 1984. É a mais antiga do Estado e inspirou a realização de eventos iguais em outros municípios gaúchos. É uma oportunidade para que a AMP/RS, em parceria com as universidades, apresente o posicionamento do Ministério Público com relação aos temas jurídicos contemporâneos.

Para a presidente da AMP/RS, Martha Beltrame, a realização da 35ª edição consecutiva é reflexo da relevância do evento. “Voltar a Santa Cruz do Sul em todos estes anos representa para nós, como instituição, o sucesso em promover o diálogo entre membros do Ministério Público gaúcho, estudantes de Direito e sociedade”, comemora. “Ficamos muito honrados pela parceria com a Unisc. É nosso dever incentivar a aproximação entre as instituições consolidadas e as novas gerações”, afirma.

Caso Bernardo

Para a noite de abertura da 35ª Semana do Ministério Público de Santa Cruz, no dia 17, está prevista a palestra O Ministério Público em defesa da vida: a atuação dos promotores de Justiça no plenário do júri, ministrada por Ederson Vieira, Bruno Bonamente e Silvia Jappe, promotores que participaram do julgamento que condenou os assassinos do menino Bernardo Boldrini, em março. Para Bonamente, os acadêmicos devem se debruçar sobre o assunto, pois o plenário do júri ocorre em ações que envolvem homicídio e permite que a própria sociedade, após ouvir os argumentos e ver as provas, faça o julgamento.

“Vamos expor como se dá o esmero e a dedicação de um promotor de Justiça quando realiza a defesa da vida das vítimas e a dificuldade enfrentada pela acusação ao fazer este trabalho, pois temos muitas restrições no tribunal do Júri, principalmente nos dias atuais com os meios virtuais e com as interpretações que vêm em nosso desfavor”, destaca.