Santa Cruz 10/09/2019 21h51 Atualizado às 10h47

26 mil pessoas visitaram a Feira e compraram 18,2 mil livros

Último dia contou com apresentações e atrações culturais

No último dia da 32ª Feira do Livro de Santa Cruz do Sul, nessa terça-feira, 10, o público pôde acompanhar apresentações de escolas, atrações culturais e bate-papos no palco principal montado na Praça Getúlio Vargas. Ao todo, 26 mil pessoas visitaram o evento nos sete dias de funcionamento, 4 mil a menos em relação à edição do ano passado, que contou com três dias a mais. Também foram vendidos 18.200 títulos contra 23.512 em 2018. Mesmo com números abaixo dos registrados no ano anterior, a gerente do Sesc, Roberta Corrêa Pereira, avalia a Feira do Livro como positiva.

“São números elevados, sobretudo se contarmos que foram três dias a menos de Feira do Livro neste ano. Se houvesse a mesma quantidade de dias do ano passado, com certeza os números superariam a edição de 2018”, avaliou Roberta. Para ela, mesmo com um fim de semana a menos, o público teve a chance de aproveitar grandes atrações.

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“Preciso ressaltar também a participação das escolas, que foi muito maior do que nos anos anteriores”, comenta a gerente do Sesc de Santa Cruz. Roberta também agradeceu o envolvimento da equipe de apoiadores na realização do evento.

Presente no último dia da 32ª Feira do Livro, a personalidade incentivadora da leitura desta edição, professora Sonia Dettenborn Luz, ressaltou a participação do público nas atividades. “Foi surpreendente como as pessoas vieram e aproveitaram a Feira. Para nós é gratificante ver isso”, salienta Sonia, que relembrou os anos dedicados à cultura.

“O que me move é a arte como um todo, e a literatura não é somente o meu instrumento de trabalho, mas lazer e prazer também. E é fascinante quando é possível ver jovens sementinhas que a gente incentiva, depois brotam e florescem. Por isso eu me empenho em divulgar a leitura como algo fundamental na vida das pessoas”, salienta a professora.

Foto: Lula HelferSonia Luz: participação foi gratificante
Sonia Luz: participação foi gratificante
Foto: Lula HelferRoberta Pereira faz avaliação positiva
Roberta Pereira faz avaliação positiva

 

Vendedores querem mais dias para a próxima edição

Por questões de ordem econômica, a organização da Feira do Livro optou por diminuir a quantidade de dias para o evento este ano. Foram sete em vez dos tradicionais dez das edições anteriores. Essa mudança provocou controvérsias entre os livreiros.

“Seria muito bom se o ano que vem tiver um domingo a mais. A feira daqui tem muito potencial, Santa Cruz tem muitos leitores e merece um final de semana a mais”, comenta Ricardo Fonini Stefani, que é proprietário da Editora Pradense, de Porto Alegre. Ele mencionou o caro aluguel pago pelos estandes das bancas como um dos fatores preponderantes para ampliar a quantidade de dias e, consequentemente, obter um lucro maior.

De mesma opinião, Rosângela Oliveira, que é proprietária da livraria Magnus Ciro, de Porto Alegre, admite ter obtido um bom retorno financeiro na semana em que esteve em Santa Cruz, mas reforça a ideia de que a Feira do Livro precisa ter uma duração maior. “Poderia ter obtido um lucro ainda melhor com mais dias. O ideal seriam dois fins de semana,  como era nos anos anteriores”, comenta.

Já Alessandro Fernandes afirma  não ter o que reclamar da 32ª edição. “Foi muito boa, principalmente durante o fim de semana. Mesmo com chuva no sábado, deu um bom movimento e rendeu”, ressalta o proprietário da Livraria Santa Catarina, de Santa Maria, que participa pelo quinto ano consecutivo do evento em Santa Cruz.

Sobre a possibilidade de aumentar o número de dias na edição de 2020, Roberta Corrêa Pereira, do Sesc, garante que vai analisar a questão. “Vamos avaliar o que podemos melhorar, assim como fizemos em todas as edições. Dependemos de um orçamento que inclui verbas de patrocínio e apoiadores, então não depende apenas do Sesc querer ou não aumentar a quantidade de dias”, observa.

Sobre o fato de os livreiros terem lucrado menos este ano, Roberta ressalta que isso é “apenas um detalhe” diante do real propósito do evento. “O objetivo principal da feira não é vender livros, tanto que os grandes eventos literários do País e do mundo sequer possuem esse tipo de venda. O objetivo real é criarmos um ambiente cultural e de acesso para as pessoas”, salienta a gerente do Sesc.

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