Tá na Hora 21/10/2019 15h35

Em Santa Cruz, vice-governador fala sobre segurança e reforma estrutural

Ranolfo Vieira Júnior esteve em evento promovido pela ACI

A reunião-almoço Tá na Hora, promovida pela Associação Comercial e Industrial (ACI) de Santa Cruz, recebeu o vice-governador do Estado, Ranolfo Vieira Júnior, nesta segunda-feira, 21. A atividade ocorreu no restaurante do Hotel Águas Claras com o tema “RS Seguro: Programa estruturante e transversal de Governo para a Segurança Pública”.

Na ocasião, o vice-governador apresentou o programa que, segundo ele, atinge uma das áreas prioritárias do governo, que é a segurança pública. “É um projeto que tem como base três premissas: integração (unir polícias; união, estado e municípios; e sociedade civil), inteligência, e investimentos qualificados”, falou.

Com dez meses de governo, Ranolfo diz que já colheu frutos. “Temos redução de quase todos os índices de criminalidade e, principalmente, dos homicídios em que até setembro preservamos o mesmo comparativo com o ano passado. São até agora 458 mortes”, ressaltou.

Sobre as manifestações que têm ocorrido no Estado por conta da reforma estrutural, Ranolfo disse que nesta segunda teve uma reunião com representantes da Brigada Militar para apresentar o contraponto. “Levarei ao centro de governo para que se faça um estudo, verificando se poderemos ou não atender os pedidos dos servidores, tudo dentro do diálogo e transparência”, falou.

O vice-governador salientou ainda que hoje há duas decisões liminares, ou seja, que não são definitivas. Uma delas, que vale desde 2017, prevê o não pagamento da dívida com a União. “A segunda é que não devemos recolher os precatórios no mesmo índice do que o poder Judiciário gaúcho pretendia que isto ocorresse. Se não fossem estas duas medidas, estaríamos pagando os salários de fevereiro dos servidores do Executivo”, explicou.

Dados de homicídio no Estado são semelhantes ao do ano passado

Durante o evento Ranolfo comparou o Rio Grande do Sul com o Paraná. “Neste ano são R$ 12 bilhões em previdência. São valores que poderiam ser investidos em outras áreas. No Paraná, que tem praticamente a mesma população e a mesma economia, a previdência lá é de R$ 6 bilhões, ou seja, em quatro anos o governador tem R$ 24 bilhões a mais que nós para investir. Por isso precisamos fazer mudanças para retomarmos o crescimento”, complementou.