Santa Cruz 06/12/2019 20h14 Atualizado às 21h25

Moradores de Linha Áustria reclamam de más condições de estrada

Trecho mais crítico fica a 500 metros da RSC-287, em área que já é considerada zona urbana pela Prefeitura

As condições precárias de uma estrada geram reclamações de moradores de Linha Áustria, em Santa Cruz do Sul. O local é considerado zona urbana, já que todos precisam pagar IPTU. O trecho mais crítico é uma subida com cerca de 60 metros, em frente a um centro educacional. O lugar também está sendo transformado em ponto turístico pelo professor palestino Jamal Mahd Hasan Harfoush, com réplicas de locais famosos de Jerusalém. Segundo ele, a faculdade existe desde 2010.

Nos períodos de prova, 50 carros chegam a ir até o polo acadêmico. Harfoush explica que estacionar no aclive é um desafio para os alunos. “Pedimos a sensibilidade da Prefeitura, para que possamos ter uma estrada em condições. Toda a comunidade é prejudicada”, sublinhou. Na segunda-feira, ele pagou o serviço de retroescavadeira para reduzir os buracos. “Coloquei brita, pedi que eliminassem as valetas formadas pela água da chuva”, explicou. Para a obra, o professor mandou fazer um sistema de bueiros para a água não escoar sobre a estrada.

A camareira Élia Wallao também questiona a falta de cuidados com a estrada, que dá acesso para Linha Santa Cruz por meio da Rua Guilherme Henrique Hauth e da Avenida dos Cristais. “Há muito tempo colocaram cascalho e passaram o rolo compressor. Mas, recentemente, não fizeram mais nada. A casa fica cheia de poeira”, afirma. Outra queixa é a situação do esgoto. “Quem não tem caixa acaba liberando o esgoto a céu aberto. O cheiro é horrível, principalmente no verão”, comenta.

Proprietário de uma chácara, Heitor Kipper também solicita melhorias. “Utilizo apenas de vez em quando, mas entendo a exigência dos moradores. Há um trecho muito deteriorado”, observa. O secretário de Obras e Infraestrutura, Zeno Assmann, disse que reclamações não foram registradas na secretaria. Ele vai avaliar a situação e inserir a demanda na escala de serviços.

Élia Wallao reclama da poeira, da falta de manutenção e do esgoto a céu aberto