Para encher o tanque 05/02/2020 06h35

Pesquisa mostra queda no preço da gasolina em Santa Cruz; veja os valores

O litro do combustível no município tem variação de até R$ 0,45, comparando o valor mais alto e o mais baixo encontrados

Depois de um período de estabilidade após constantes aumentos, os postos de combustíveis de Santa Cruz do Sul apresentaram queda no preço da gasolina na bomba. Em pesquisa realizada na tarde dessa terça-feira, 4, pela Gazeta do Sul, o valor mais frequente encontrado (em dez postos) para o litro da comum foi de R$ 4,46, com o preço mais baixo de R$ 4,43 e o mais alto de R$ 4,88, em uma variação de R$ 0,45.

O mais cobrado no levantamento dessa terça-feira se aproxima do praticado em outubro de 2019, quando chegou a R$ 4,39, passando a R$ 4,55 em novembro e a R$ 4,69 no último dia 14 de janeiro. A exemplo das pesquisas anteriores, a gasolina aditivada apresenta instabilidade, variando de R$ 4,46 a R$ 4,89.

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Conforme donos de postos consultados, a queda de preço nas bombas deve-se à concorrência de mercado. Para o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes no Rio Grande do Sul (Sulpetro), não tem como apontar um motivo determinante para o que pode ter provocado a baixa na região, nem mesmo como prever a tendência do mercado.

“O valor final ao consumidor é influenciado por muitas variáveis e a revenda de combustíveis é um ramo extremamente competitivo”, afirma o presidente do Sulpetro, João Carlos Dal’Aqua. “Cada revendedor deve decidir o preço de venda dos seus produtos com base em seus custos de negócio, transações junto às distribuidoras, logística ou outros pontos que incidam na gestão do posto.”

*A pesquisa foi realizada na tarde dessa terça-feira, 4, pela Gazeta do Sul, das 14 horas às 17 horas, considerando a opção à vista/débito. Embora a maioria dos postos aplique o mesmo valor para opções a crédito, alguns preços podem sofrer alterações. Alguns postos ainda oferecem preços especiais para promoções, convênios, cadastros e aplicativos. Os valores podem mudar sem aviso prévio.

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Fevereiro com redução na venda de combustíveis

Conforme João Carlos Dal’Aqua, fevereiro é, historicamente, um mês com queda nas vendas de combustíveis. Se o impacto disso será positivo ou não para o consumidor, deverá ser observado ao longo das próximas semanas.

“Não conseguimos prever as oscilações, pois o revendedor tem trabalhado com margens muito baixas e convivido com a alta carga tributária, que representa quase a metade do preço final do produto.” Também podem influenciar as constantes quedas no preço do petróleo tipo Brent, que registra declínios recordes diante dos temores de que o coronavírus se espalhe ainda mais pela China, segunda maior consumidora de petróleo do mundo.

“O Brasil importa e exporta petróleo, atua no mercado internacional e, por isso, o preço desse produto é um dos fatores que influencia no valor da gasolina, por exemplo. De qualquer forma, os valores dos derivados que compõem o produto também precisam ser considerados”, explica. “A política de preços da Petrobras se baseia nisso e repassa, à gasolina e ao diesel nas refinarias, a variação da cotação internacional dos combustíveis.”

Segundo ele, nem sempre quando se divulga queda ou aumento no preço na refinaria, significará que o posto irá adquirir o combustível com a mesma redução ou o mesmo aumento. “O posto é o elo final da cadeia de combustíveis. Depois da refinaria, a composição do preço passa pelas diretrizes das distribuidoras”, diz o presidente do Sulpetro.

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