Estudo 01/04/2020 13h36 Atualizado às 14h50

Gigante do tabaco desenvolve vacina contra o coronavírus

Controladora da Souza Cruz confirmou que experimento se encontra em fase de testes contra a Covid-19

Controladora da Souza Cruz, a gigante do setor de tabaco British American Tobacco (BAT) está desenvolvendo uma vacina em potencial para a Covid-19. A informação foi confirmada pela empresa nesta quarta-feira, 1º.

O experimento, que se encontra em fase de testes pré-clínico, está sendo desenvolvido por meio da subsidiária de tecnologia da BAT, a Kentucky BioProcessing (KBP). Se o teste da vacina for bem-sucedido, espera-se que, com os parceiros corretos e suporte de agências governamentais, sejam fabricadas entre 1 milhão e 3 milhões de doses da vacina por semana a partir de junho. “Por mais que a KBP seja uma operação comercial, a intenção é de que o projeto da vacina de Covid-19 seja não lucrativo”, diz o comunicado.

A vacina em desenvolvimento usa uma tecnologia de crescimento rápido de plantas de tabaco, que possui diversas vantagens comparada a tecnologias convencionais de produção de vacinas: é potencialmente mais segura, visto que plantas de tabaco não recebem agentes patogênicos que causam doenças em humanos; é mais ágil, pois os elementos da vacina acumulam em plantas de tabaco muito mais rapidamente – 6 semanas em tabaco contra meses usando métodos convencionais; a fórmula se mantém estável em temperatura ambiente, ao contrário de vacinas convencionais que geralmente necessitam de refrigeração, e tem o potencial de entregar uma resposta imunológica efetiva em apenas uma dose.

“O desenvolvimento de vacinas é desafiador e um trabalho complexo, mas nós acreditamos que estamos diante de uma importante inovação com nossa plataforma tecnológica de plantas de tabaco e prontos para trabalhar com governos e outras partes para ajudar a vencer essa guerra contra a Covid-19. Estamos totalmente alinhados com o apelo das Nações Unidas por um enfoque total em combater problemas globais”, diz, no comunicado, o diretor de pesquisa científica da BAT, David O’Reilly.

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