Carreira 05/04/2020 09h18 Atualizado às 09h52

Flávio Falleiro completa quatro décadas de Gazeta

Repórter, locutor, comentarista e narrador de futebol, além de gerente das rádios testemunhou as mudanças tecnológicas das últimas décadas

As últimas quatro décadas foram de mudanças significativas para a comunicação, inclusive para o rádio, que viu o nascimento de novas tecnologias e a implementação destas melhorias no trabalho. Testemunha de todas estas modificações, Flávio Luiz Esteves Falleiro foi repórter, locutor, comentarista e narrador de futebol, além de gerente de rádios. Atualmente é diretor da 98,1 FM e do jornal Gazeta da Serra, ambos de Sobradinho, diretor da 103,5 FM, de Rio Pardo, e consultor da Gazeta Grupo de Comunicações, atuando junto à coordenação das rádios Gazeta 101,7, 107,9 e 99,7. Na última quarta-feira, completou 40 anos de atuação na empresa.

Flávio Falleiro: muitas boas lembranças


Em sua carreira, Falleiro viu de perto todas as transformações vividas pelas rádios. “Da época das cartucheiras de antigamente, dos toca-discos, das fitas cassete, dos LPs, dos gravadores de rolo e depois os CDs, até hoje, já com a internet e os aplicativos que estão aí, o rádio mudou muito em tecnologia. Mas uma coisa é certa: é o microfone que ainda continua aí falando mais alto e mais forte do que nunca”, disse.

O começo de tudo foi no final de março de 1980, quando ingressou na equipe da Gazeta do Sul. Em maio daquele ano realizou a cobertura, como repórter, da inauguração da Rádio Gazeta, quando os estúdios ficavam na Rua Marechal Floriano. Passou também a atuar como repórter de polícia e o destaque na editoria teve frutos. “Foi uma função que me rendeu muitas homenagens. Eu era um repórter investigativo e procurava sempre divulgar os fatos verdadeiros sobre a segurança pública na época.” Ele atuou como repórter até 1988, quando passou a trabalhar como gerente das rádios e narrador de futebol.

A chegada na Gazeta foi a convite do amigo Rômulo Augusto Menegaz, que à época coordenava o setor comercial da empresa. “O Rômulo e o Ernani Iser, que foi o fundador da rádio, trabalharam comigo na Rádio Santa Cruz em 1977 e 1978. Quando o Ernani descobriu que eu estava indo para a Gazeta do Sul me levou para a rádio, onde passei a atuar naquele mesmo mês de março de 1980”, relembrou.

Gratidão
Falleiro lembra com gratidão de três colegas e amigos que estiveram ao seu lado. “Eu guardo um grande carinho pelo Ernani, falecido em 2001, e pelo Rômulo, a quem considero um irmão, que acompanhou e vibrou com toda a minha carreira na Gazeta. E ao André Jungblut, que sempre acreditou no meu trabalho, estamos juntos até hoje.”

Casado, pai de três filhas e avô, Falleiro reconhece com carinho o apoio que recebeu da família e dos colegas. “Eu gostaria de agradecer a todos que compartilharam comigo esses momentos, a todos da equipe de rádios, aos atuais e aos que passaram; e agradecer aos meus amigos e minha família, a meus pais Flávio e Nena, minha esposa Noeli, minhas filhas Camila, Gabriela e Mariana e minha netinha Olívia.”

Muitas histórias
Além de estar presente na inauguração da Rádio Gazeta AM, Flávio Falleiro viu surgir a primeira FM. Em 1983, a rádio deixou seu endereço na Rua Marechal Floriano e foi para a Ramiro Barcelos, onde se encontra até hoje, junto ao complexo da Gazeta. Naquele mesmo ano foi inaugurada a 101,7 FM. Após o ano 2000, Flávio passou a diretor de todas as rádios da Gazeta Grupo de Comunicações.

“A rádio só cresceu de lá pra cá e é muito bonito ter acompanhado tudo isso. Para mim, hoje, é uma honra completar 40 anos de trabalho na Rádio Gazeta, passando como locutor, repórter, narrador e gestor dessa emissora, podendo contar e vivenciar a história de Santa Cruz do Sul em todos os seus segmentos. Na política, na educação, na saúde, na segurança pública; contando nosso futebol com o Santa Cruz, com o Avenida, com o amador e com o basquete, com nosso título brasileiro da Pitt Corinthians”, relembrou.

Além dos acontecimentos importantes, as últimas quatro décadas foram palco para as principais mudanças tecnológicas sofridas pela comunicação. “A Rádio Gazeta passou por muitas transformações até os nossos dias, mas eu acredito que a essência do rádio continua cada vez mais forte. O entretenimento, a música, a informação com credibilidade, é isso que faz com que nós sejamos cada vez mais apaixonados por este meio.”