Santa Cruz 07/05/2020 09h27 Atualizado às 11h32

Gabinete de Emergência rejeita pedidos de igrejas, clubes e restaurantes

Uma das solicitações envolvia a liberação de bufês

O uso de máscaras, que já é obrigatório em supermercados, estabelecimentos comerciais e transporte público, poderá ser aplicado também em todos os locais e dias para a população de Santa Cruz do Sul. Segundo a Prefeitura, o assunto vem sendo discutido pelo Gabinete de Emergências e o prefeito Telmo Kirst. Uma definição deve ser divulgada até esta sexta-feira, 8. O grupo, formado por representantes de diversos setores – como Secretaria de Saúde, Poder Judiciário, associações civis, Forças Armadas e universidade –, também voltou a discutir solicitações para a retomada de atividades que têm mais restrições no momento.

Uma das primeiras decisões foi referente ao pedido de instituições religiosas. De acordo com o grupo, por enquanto as atividades devem ocorrer somente de forma online. Também houve discussão sobre a abertura de restaurantes à noite. Até agora, podem servir à la carte somente ao meio-dia. Após o pedido de empresários, a Secretaria de Saúde abriu um cadastro para verificar o número de interessados em alterar o horário de atendimento. Além disso, foi solicitada a liberação de bufê. No entanto, todos os pedidos foram negados pelo Gabinete de Emergências.

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Outro tema que voltou para a pauta do grupo foi a liberação parcial dos clubes sociais para prática de esportes e escolinhas de futebol, igualmente negado pela ampla maioria do Gabinete de Emergências. O consórcio responsável pelo transporte coletivo pediu autorização para que dez passageiros pudessem ser levados de pé dentro dos ônibus, o que também não foi autorizado pelo grupo municipal. Em relação ao comércio, não haverá alteração até domingo, seguindo as regras atuais do decreto.

Instituído em março, Gabinete de Emergências é formado por líderes do município |
Foto: Fernando Bertuol/Secom

Restaurantes, igrejas e clubes argumentam
Diante dos constantes pedidos, na tarde dessa quarta-feira, 6, o Gabinete de Emergências liberou, via internet, para que um representante dos restaurantes, um das igrejas e um dos clubes explicassem os motivos pelos quais esses setores poderiam ter menos restrições de abertura.

Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, “por questões éticas” não foram divulgados os nomes dos representantes que falaram ao Gabinete de Emergências, nem o conteúdo das argumentações. As manifestações, segundo o Palacinho, estão sendo analisadas.

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Uma nota assinada pelo secretário-geral da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), pastor Marcos Bechert, diz que a indicação do grupo será de continuidade da suspensão das atividades presenciais com aglomeração de pessoas. O padre Eleutério Orsolin, administrador do Seminário São João Batista, colocou cem leitos do local à disposição da Prefeitura para eventuais pacientes com sintomas leves de Covid-19.

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