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Cinco dicas

Como cultivar a saúde mental durante o isolamento

O distanciamento social, tão necessário neste momento para evitar a contaminação pelo coronavírus, pode gerar angústia ou piorar a saúde mental. A pandemia de Covid-19 e o isolamento subsequente têm potencial para agravar casos de ansiedade e depressão, além de outros transtornos.

Conforme o psiquiatra Henrique Nascimento Neto, durante este período é normal se deparar com algum grau de sentimentos conflitantes. “As queixas relacionadas à ansiedade são as mais comuns neste momento. Consideramos ela como o fruto de pensamentos catastrofizantes direcionados ao futuro”, explicou. O profissional apontou que o distanciamento social também pode levar ao aparecimento de sintomas depressivos.

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O psiquiatra Henrique Nascimento Neto

É preciso ficar atento aos sinais. “Perda de prazer em atividades que antes considerávamos prazerosas, insônia e alterações significativas do apetite são as queixas mais comuns. O sentimento de solidão e vazio e o aumento da irritabilidade podem ser alguns dos sintomas apresentados.” O isolamento acaba por gerar outros tipos de problemas, como o abuso de álcool, tabaco e tecnologia, como redes sociais e jogos. Henrique destacou que não é necessário estar no “fundo do poço” para buscar ajuda: psicólogos e psiquiatras podem auxiliar por meio do teleatendimento.

Para Henrique, as pessoas mais vulneráveis a estes quadros no momento integram a população mais pobre, já que a fragilidade social é um agravante ao estresse do isolamento. “As pessoas que já fazem tratamento psicológico para ansiedade, depressão, TOC e dependência química também são mais vulneráveis, assim como aqueles que moram sozinhos e os trabalhadores que enfrentam a incerteza do futuro do seu negócio”, disse o psiquiatra.

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Em família

O isolamento social pode exacerbar sintomas de ansiedade e crises de pânico e agravar a depressão, conforme a psicóloga Gisele Maria Severo. “Conviver com a indefinição é muito pior do que termos uma afirmação negativa, pois nessa se sabe quando tudo irá acabar. Essa indefinição gera pânico, medo e incertezas do que pode vir a acontecer”, contou.

Mas a quarentena também pode fazer com que uma outra modalidade de estrutura familiar se estabeleça. “Pais que eram desconectados de seus filhos foram obrigados a ver e se conectar com o filho, quebrando o isolamento afetivo, muito presente e real em várias famílias”, explicou Gisele. Para a profissional, esta conexão é muito positiva, especialmente quando os pais ajudam os filhos nas tarefas escolares e criam outros vínculos.

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Neste sentido, as casas também foram ressignificadas pelo distanciamento. “Os lares passaram a ser nosso ‘recanto sagrado’ – ali temos que respeitar o espaço do outro, onde tudo se passa e acontece.” De acordo com a psicóloga, a casa pode se tornar um espaço de cura de relações familiares, onde passamos a valorizar ainda mais as interações como carinhos, refeições compartilhadas, beijos e abraços.

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CINCO DICAS

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O psiquiatra Henrique Nascimento Neto ensina como cultivar a saúde mental durante a pandemia. Confira:

  • Tente estabelecer uma rotina. Planeje o seu dia de forma consciente e com propósito, mantenha horários de sono e despertar e para as principais refeições.
  • Pratique exercícios físicos. Se não tiver a orientação de um profissional, opte por atividades mais simples, como pular corda, fazer apoios, abdominais, agachamentos, polichinelos. Ou use garrafas de água ou embalagens de um quilo de alimentos como pesos. Varie o tipo de treino a cada dia.
  • Práticas como mindfulness, meditação e ioga são atividades que ajudam a manter o foco no aqui e agora.
  • Desligue um pouco a tevê, se desconecte por algumas horas do celular, evite o consumo excessivo de notícias. No lugar destas atividades, pratique exercícios mentais como ler, escrever ou montar quebra-cabeças.
  • Lave as mãos e pratique o distanciamento social sempre que possível. Respire, medite e acredite: isso é temporário.

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