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perigo na pista

Condições precárias da RSC-153 continuam causando transtornos a motoristas

Foto: Rafaelly Machado

Motociclistas trafegam em meio à buraqueira, e correm risco de sofrer acidentes com o surgimento de “panelas” a todo momento

Buracos, desníveis na pista, sinalização confusa ou inexistente… Não são poucas as dificuldades enfrentadas por quem trafega pela RSC-153, rodovia estadual que liga Vera Cruz a Soledade. Com crateras que chegam a mais de 30 centímetros de profundidade e tráfego intenso de caminhões e carretas, que vão e vêm do norte do Estado, escoando a produção agrícola, o trecho desafia motoristas e pedestres.

Acostumado com a estrada, pela qual se desloca todos os dias, o frentista Moisés Freire, 31 anos, diz que é comum ver acidentes e outros transtornos causados pelas más condições da rodovia. “A gente ouve quase todos os dias o pessoal que para aqui no posto reclamando muito”, revela.

Enquanto percorria o trecho, a reportagem da Gazeta do Sul encontrou dois motoristas enfrentando problemas. O caminhoneiro Luiz Roberto Pilger, 38 anos, parou em um dos recuos para conferir os pneus e a suspensão do caminhão. Vindo de Não-Me-Toque, ele diz que passa pela via semanalmente, e os obstáculos são antigos. “Está ruim desse jeito há mais de um ano. E, quando chove, fica ainda pior”, frisa.

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Preocupado, Pilger parou o caminhão para conferir se o rodado ainda estava em ordem | Foto: Rafaelly Machado

Logo à frente, na localidade de Linha Alto Marcondes, em Herveiras, outro motorista teve seu veículo danificado. Com um pneu furado, o pedreiro José de Andrade, 55, foi obrigado a parar em uma borracharia, buscando ajuda para consertar a caminhonete. “Está horrível. Prejudica quem mora na região e quem passa por aqui. É preciso refazer esse asfalto”, reclama.

Além da pista, o trecho conta ainda com muitos outros problemas. A sinalização é precária e, em muitos pontos, inexistente. Placas caídas e danificadas, faixas apagadas ou pintadas por cima de outras, desníveis no asfalto e mato ocupando o acostamento estreito são imagens comuns para quem passa pela RSC-153. Os restos de pneus de caminhão que se espalham pelas laterais da pista também oferecem risco aos motoristas.

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A Gazeta do Sul esteve na rodovia em fevereiro, quando um acidente envolvendo três carretas resultou em duas pessoas feridas. Passados três meses, problemas e perigos aumentaram ainda mais, exigindo atenção redobrada dos motoristas. De 2018 para cá, mais de 40 veículos pesados se envolveram em acidentes no trajeto.

O Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) informou que a 3ª Superintendência Regional da autarquia, de Santa Cruz do Sul, iniciou na última quinta-feira, 30, uma operação tapa-buracos na rodovia, tendo já corrigido as principais imperfeições. Conforme a assessoria do órgão, o trabalho continuará ao longo deste mês, para restabelecer as condições de trafegabilidade.

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