RSC-471 22/06/2020 16h57

Trecho entre Santa Cruz e Sinimbu pode ter ciclovia

Projeto prevê 24 quilômetros de extensão, do Trevo do Kaempf até Sinimbu. Recurso pode vir da iniciativa privada

O projeto de construção de uma ciclovia entre Santa Cruz do Sul e Sinimbu, na RSC-471, começa a ganhar forma. Há cerca de duas semanas, uma reunião entre lideranças locais e representantes da comissão que busca implantar e melhorar espaços destinados especificamente para a circulação de bicicletas no município tratou sobre o assunto.

O médico Martin Panke, integrante da comissão, esclareceu que o projeto que está em fase inicial deverá seguir os mesmos moldes de um já existente na cidade de Horizontina, no noroeste do Estado. Segundo ele, o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) já foi informado da obra e manifestou interesse em auxiliar. “Seria uma obra pública, executada em convênio com a iniciativa privada. Em Horizontina funcionou muito bem. Estamos nos baseando neste modelo, e já temos a ideia de como conseguir os recursos. O próximo passo é construir um bom projeto, de preferência com duas pistas, mas estamos ainda avaliando as possibilidades”, disse. O engenheiro Civil Giovane Zanette, que também integra a comissão, é um dos nomes cotados para executar o projeto, afirmou Panke.

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A obra é uma reivindicação antiga dos moradores da região, e deverá ter 24 quilômetros de extensão entre o Trevo do Kaempf, em direção a Sinimbu, como explicou o empresário e idealizador do projeto, o ex-vereador Hardi Lúcio Panke. “Vamos aproveitar que abriu esta brecha no decreto estadual, onde as empresas poderão destinar recursos através de ICMS, e agilizar essa demanda. Além de viabilizar o acesso, tem também a questão de promover a cultura na região”, frisou. Segundo o empresário, o objetivo inicial é a construção da ciclovia. No entanto, a construção de uma manta selante na pista central, com o intuito de promover uma vida útil por mais dez anos à rodovia, também será tratada.

Hardi Panke salientou que o governador Eduardo Leite tem interesse de fazer a obra ainda neste mandato, devido aos vínculos sentimentais e familiares que ele mantêm com a região. “É uma situação ímpar. Temos do nosso lado a tia de Leite, que reside em Rio Pardinho, e ele, quando criança, muito frequentou a casa dela no período de suas férias. São pontos positivos, mas precisamos de um bom projeto e de empresas interessadas em ajudar”, concluiu.

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Trecho é muito utilizado e perigoso

As ciclovias e as ciclofaixas facilitam a vida de quem as utiliza, tanto para o lazer quanto para o deslocamento do trabalho. Atualmente, Santa Cruz do Sul possui 18 quilômetros de pistas exclusivas para ciclistas. O empresário Luiz Faccin, um dos fundadores do Clube Santa Ciclismo e que agora integra o Audax Santa Cruz, citou a importância da possível implantação desta ciclovia na RSC 471, entre Santa Cruz e Sinimbu. “É um dos trechos que o pessoal mais utiliza para pedalar, tanto para o lazer quanto para ir ao trabalho. E o trânsito neste ponto se torna perigoso para o ciclista, porque o acostamento é estreito e nem sempre é utilizável, devido aos buracos ou à vegetação existentes no local”, afirmou.

Faccin também mencionou o quanto seria importante a construção de uma ciclovia na ERS-409, entre Vera Cruz e Santa Cruz do Sul. “Seria bem interessante, porque, quando a ciclovia do Lago Dourado estiver aberta ao público, o acesso ao local será mais seguro”.

Conforme Faccin, o município tem mais de 450 ciclistas que realizam percursos mais longos e de forma periódica. No entanto, a considerar-se ainda aqueles que realizam a atividade de forma esporádica, o número passa de mil.

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