Na região 30/06/2020 07h01

Vacinação da gripe termina com cobertura de 81,91%

Segundo a 13ª Coordenadoria de Saúde, das 159,8 mil pessoas dos públicos prioritários, só 123,8 mil foram imunizadas

A campanha nacional de vacinação contra a gripe termina nesta terça-feira, 30, em todo o país. A cobertura vacinal na região da 13ª Coordenadoria Regional de Saúde (13ª CRS) foi de 81,91%. Das 159.813 pessoas estimadas a receberem a aplicação das doses, apenas 123.810 procuraram pelo serviço. Entre os grupos que ainda não atingiram a meta de 90% da cobertura vacinal estão as crianças de 6 meses a 6 anos (61,71%), gestantes (60,71%), puérperas (62,17%) e adultos com idades entre 55 a 59 anos (43,14%).

Os grupos incluídos neste ano também registraram baixa procura pela vacina. É o caso das pessoas com deficiência, que tiveram apenas 3,57% de imunizados. Foram aplicadas 400 doses. O mesmo ocorreu com o grupo de motoristas de transporte coletivo. Dos 1.359 estimados, 423 foram vacinados (31,12%). Já dos 7.145 caminhoneiros, apenas 1.650 pessoas se vacinaram (22,62%). Já o grupo dos idosos teve a maior cobertura vacinal e atingiu 104,2%, seguido pelos trabalhadores da área da saúde, com 99,96%.

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A responsável pelo setor de imunização, Marlene Weber Andriolo, advertiu que a baixa procura por alguns grupos pode ter sido provocada pela pandemia do novo coronavírus. “No início, a população estava preocupada com a situação, e tanto os idosos quanto os profissionais da saúde procuraram se proteger contra a influenza e, assim, evitar futuras complicações e facilitar o diagnóstico da Covid. No entanto, o medo de se expor ao vírus fez com que muitos não saíssem de casa”, disse.

A terceira e última fase da campanha de vacinação teve início no dia 11 de maio e estava voltada aos grupos prioritários formados por crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas, professores, pessoas de 55 a 59 anos de idade e pessoas com deficiência. Marlene ressaltou que os públicos de todas as fases que ainda não se vacinaram devem procurar as unidades de saúde. “A vacina não tem eficácia contra o coronavírus, mas reduz a procura pelo serviço de saúde e possíveis complicações causadas por influenza”, afirmou.

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