Qual a cor da tua necessidade? 15/07/2020 06h54 Atualizado às 14h19

Projeto pretende agilizar doações para quem precisa

A ideia é que, por meio de cores expostas em frente às residências, pessoas que precisam de algum tipo de ajuda identifiquem de qual se trata

Em tempos de pandemia e agravamento da situação econômica e social do País, em que muitas famílias têm passado dificuldades, o sentimento de solidariedade da população também cresce, seja através de ajuda financeira ou da doação de roupas, móveis e outros itens.

Com a intenção de agilizar e direcionar as doações a quem realmente precisa, a professora Guiomar Machado desenvolve o projeto Qual a cor da tua necessidade. A ideia é que, por meio de cores expostas em frente às residências, pessoas que precisam de algum tipo de ajuda identifiquem de qual se trata. A cor vermelha representa alimentos, amarelo sinaliza ajuda para pagar a fatura de energia elétrica, azul para a fatura de água, branco para a troca do botijão de gás, rosa identifica a necessidade de roupas e, por fim, a cor verde demonstra a carência de móveis.

LEIA TAMBÉM: Câmara aprova projeto que permite doação de alimentos excedentes em restaurantes de Santa Cruz

Segundo a organizadora, a principal finalidade do projeto é distribuir as doações de forma a beneficiar quem precisa com o produto e a quantidade realmente necessária. “Hoje nós vemos, é comum e não só na nossa cidade. Quando alguém está precisando de algo, vai na mídia ou nas redes sociais e expõe seu problema, então várias pessoas direcionam suas doações para aquela família, provocando muitas vezes desperdício enquanto outras pessoas seguem necessitadas”, ressalta. Através das cores, os interessados em contribuir podem fazê-lo com exatidão, evitando a concentração de doações.

Por fim, o segundo objetivo é desvincular as ações do poder público, criando uma rede de solidariedade por meio de organizações não governamentais (ONGs), grupos de voluntários, associações, empresas e a população em geral, agilizando a entrega das doações. “Queremos conseguir conectar os doadores e as famílias que precisam, e com isso tornar a rede autossuficiente. Para que não seja mais preciso entregar ao poder público e este faça a entrega dos produtos. Será uma doação direta, rápida, sem intermediários, sem ir a outros lugares antes de chegar a quem realmente necessita”, finaliza.

LEIA TAMBÉM: Doação de alimentos: conheça a história que comoveu Mara