ESPAÇO NOSTALGIA 22/07/2020 07h02 Atualizado às 14h46

Santa-cruzense apresenta acervo que reúne camisas de clubes de futebol

No dia em que o futebol gaúcho retorna aos gramados, e logo com Gre-Nal, mostramos a coleção de camisas de times digna de campeão

Olá! Em mais uma edição do Espaço Nostalgia, entramos no clima da retomada esportiva. No dia em que se reinicia o Campeonato Gaúcho, e de cara com um clássico Gre-Nal, compartilhamos o acervo do santa-cruzense André Silveira Häser. Ele reúne um impressionante leque de camisas de clubes de futebol. Guarda inclusive, com carinho, a camisa oficial canarinho autografada pelo criador desse manto, o gaúcho Aldyr Garcia Schlee, falecido em novembro de 2018, que residia em Capão do Leão e na infância vinha passar as férias na casa de sua avó em Santa Cruz.

E por acaso alguém aí ainda lembra dos toca-fitas cassetes? A gente mostra como eles eram! E da promoção Tecobol, alguém lembra? E da Minnie, boneco de companhia da infância de tanta menina? A gente lembra, claro!

Como de praxe, a seção divide-se em quatro partes: 1) “Colecionismo”, na qual apresentamos as mais diversas coleções; 2) “Espaço Nostalgia”, com algo que nos leve de volta para o passado; 3) “Voltando a ser Criança”, quando queremos conhecer sua história com um brinquedo que marcou sua infância; e 4) “Promoções de Grandes Marcas”, onde relembramos daquela época em que juntar uma tampinha ou guardar o palito de picolé era a maior curtição. Em cada uma, os leitores podem colaborar, enviando sugestões ou dicas.

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Camisetas
Justamente nesta quarta-feira, 22 de julho de 2020, dia em que o futebol gaúcho retorna, vamos apresentar André Silveira Häser, santa-cruzense, 36 anos, casado com Carmen Regina Saueressig Häser, com que tem duas filhas: Julia, 7, e Helena, 3. Formado pela Unisc em 2009 no curso Técnico em Enfermagem, em plena pandemia achou um tempinho para nos apresentar sua coleção de camisas de futebol, principalmente as do Grêmio, time que escolheu para torcer.

São vários clubes: tem camisa do FC Santa Cruz, da Chapecoense, do Barcelona, da seleção brasileira, do seu time do coração, o Grêmio, e, contrariando a lógica, tem até a do Inter e de muitos outros times. Quando lhe perguntei qual camisa era mais especial e rara, me confessou que esta seria uma resposta difícil, pois todas as camisas que tem carregam alguma lembrança, alguma história. Mas depois disse que a mais rara era uma camisa do Grêmio, acha que de 1990; escudo, números e patrocinador eram bordados. Ele a conseguiu após o Gre-Nal dos 100 anos, mas depois a deu de presente a um querido amigo, seu Enio Faleiro, do Centenário.

Hoje, entre todas as que guarda no acervo, tem carinho muito especial por duas em particular: as camisas do Grêmio de 1995, a titular e a reserva. “A camisa reserva ganhei do meu pai no Estádio Olímpico Monumental e, para mim, essa camisa me marcou muito, assim como o time daquele ano”, conta. “E outra camisa especialíssima para mim é uma da seleção brasileira (modelo 2006) autografada pelo grande Aldyr Garcia Schlee, desenhista, jornalista, professor, bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, doutor em Ciências Humanas, livre-docente de Direito Internacional, escritor e contista, criador do manto canarinho em 1953. Tirei uma foto com ele no Espaço Gazeta em 2011, na Feira do Livro. Minha camisa da seleção brasileira era uma réplica da seleção de 1970 e depois dei de presente para meu padrinho. A de 2006 mantenho no meu acervo.”

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Poderíamos contar várias histórias, pois essa coleção não é composta apenas por maravilhosas peças, e sim por encantadoras memórias.

O toca-fitas
Na década de 80, para ouvir as seleções de músicas preferidas, só através das fitas cassetes. O rádio-gravador era de um deck e, depois de tocar a fita do lado A ou B, se quisesse repetir a mesma música era preciso rebobiná-la. Mas aqueles minutos de espera pareciam horas. Foi aí que a geração Coca-Cola deu seu jeitinho. Com uma caneta Bic, enquanto ouvíamos uma faixa, já estávamos rebobinando a outra fita. Confira abaixo como era essa curiosa operação!

O toca-fitas, a fita e a Bic salvadora

A Minnie de Silvane Sulzbach
Desta vez contamos com a participação de Silvane Junqueira Sulzbach, mãe da Paula e do Pedro Henrique Keller, professora do Ensino Fundamental no Colégio Dom Alberto. Ela nos conta: “Ganhei meu primeiro presente de Natal quando tinha 2 meses e meio de idade e ainda dormia dentro de uma mala, pois, quando cheguei, o berço ainda não estava pronto. Tudo indica que minha alegria em viajar, inclusive na imaginação, tenha origem no meu ‘berço-mala’. Meu pai disse que o presente foi um trio de bonecos de borracha, o Pato Donald, o Pluto e a Minnie, dado pelo meu padrinho, e eles ficavam presos no trinco da porta, próximo da mala, na intenção de me entreter. Hoje, a Minnie tem 55 anos e foi a única sobrevivente ao tempo e às mudanças de cidade, mas a guardo como um verdadeiro tesouro.”

Silvane com a boneca de borracha, que ganhou de presente quando tinha apenas dois meses e meio de idade

Promoção Tecobol
Entre com sua Seleção em Campo. Foi para a Copa de 1978, na Argentina, que a Coca-Cola a lançou. Eram 35 jogadores, o mascote e a bandeira da Fifa e a marca 78. Além das tampinhas, havia o álbum para guardar os jogadores e ainda a opção de adquirir um campo de papel tamanho 62 cm de largura por 92 cm de comprimento para jogar com os amigos.

Coleção particular COMPLETA. O SET é composto por 38 tampinhas e existem 2 séries, uma VERDE outra AMARELA. Anexo uma CARTELA da época.

Posted by Cesar Machado on Monday, November 28, 2016

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