Santa Cruz do Sul 27/07/2020 14h36 Atualizado às 16h47

Se bandeira vermelha for confirmada, comércio ficará de portas fechadas

Para as entidades, um novo fechamento seria trágico para os lojistas

Um dos setores mais prejudicados pela pandemia, o comércio de Santa Cruz do Sul torce para que os recursos contra a bandeira vermelha, encaminhados pela Prefeitura e pela Amvarp, sejam acolhidos pelo governo do Estado. Caso isso não aconteça e a região permaneça nesta classificação pelo restante da semana, o comércio de itens considerados não essenciais terá de fechar suas portas para o público, atendendo somente por meio de vendas online, telentrega, retirada no balcão e drive-thru quando possível, bem como estará limitado a um teto de 25% da capacidade de funcionários por turno.

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Em nota divulgada na semana passada, a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) já havia classificado um novo fechamento do comércio como “trágico” para os lojistas, que enfrentam um momento complicado e de grandes dificuldades. “A pesquisa divulgada recentemente pela CDL Santa Cruz foi um demonstrativo do sofrimento que o setor varejista e de serviços vem passando neste primeiro semestre, em especial nos últimos meses, após o início das restrições em função da pandemia do novo coronavírus”, afirmou o presidente da entidade, Márcio Martins.

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Já o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Santa Cruz do Sul (Sindilojas), Mauro Spode, espera que a bandeira laranja retorne, visto que, mesmo com ela, a situação já é difícil. “Será necessário um tempo hábil para que as lojas criem alternativas para vender (em bandeira vermelha). Algumas coisas já estão em andamento, especialmente o contato com os clientes via redes sociais, mas o consumidor ainda está muito acostumado ao atendimento presencial”, observou.

Spode lembrou também que, em vendas pela internet, ainda existe a concorrência com lojas de fora do município.

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