Pandemia 31/07/2020 07h08 Atualizado às 13h09

Número de pacientes de outros municípios deixa de impactar os indicadores das bandeiras

Em transmissão na tarde de quinta, governador anunciou novas medidas e leitos de UTI e tratou do retorno das aulas. Novo mapa preliminar será divulgado nesta sexta

Em transmissão nas plataformas digitais na tarde de quinta-feira, 30, o governador Eduardo Leite (PSDB) anunciou mudanças no modelo de distanciamento social controlado e a inauguração de novos leitos de UTI e também apresentou os resultados de uma consulta com diversas instituições educacionais sobre um possível retorno das aulas presenciais no Estado.

Um dos principais indicadores de avanço da doença, a capacidade da rede hospitalar do Rio Grande do Sul ganhou mais um reforço: 40 novos leitos de UTI foram abertos na região Carbonífera/Costa Doce. Os municípios de São Jerônimo, Camaquã, Guaíba e Charqueadas foram beneficiados. Com essa mudança, o governo do Estado também deve atender à reivindicação dos prefeitos desses municípios e desmembrá-los da macrorregião metropolitana, criando a 21ª região Covid. “Era uma demanda dos prefeitos, de que pudessem ser analisados não no contexto da capital, mas pelos seus próprios indicadores. Vamos validar esta iniciativa com os municípios nos próximos dias e, se for adequado, teremos a 21ª região a partir da 14ª rodada de atualização, em 7 de agosto”, afirmou Leite.

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Outra mudança, que já terá efeito nesta sexta-feira, 31, e pode beneficiar o Vale do Rio Pardo (região 28) na definição das novas bandeiras, diz respeito aos pacientes internados que foram transferidos de outras regiões. O modelo passará a considerar quantos pacientes são de fora e quantos cada região transferiu para outras. Se esse saldo tiver impacto nos indicadores do cálculo e causar o agravamento da situação de uma determinada região, ela não terá sua cor alterada.

O governador afirmou que o modelo está em constante aperfeiçoamento, e que não tem caráter punitivo. “Se uma região iria para a bandeira vermelha por ter recebido mais pacientes de fora do que mandou, ela vai ficar na laranja. A intenção do modelo não é punir regiões, é estabelecer o distanciamento necessário para evitar que o vírus circule.” Ele acrescentou que se uma bandeira for agravada porque a região está recebendo pacientes de fora, não é por conta da circulação do vírus ali – não se justificando, assim, o aumento na classificação de risco.

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Em relação a um possível retorno das aulas, Leite explicou que o governo abriu consulta pública e recebeu respostas de entidades de 441 municípios do Estado. Foram apresentados quatro cenários aos participantes, sendo mais votado aquele que estabelece o retorno das aulas em cinco etapas. Os ensinos Médio e Técnico seriam os primeiros a retornar, seguidos pelos anos finais do Ensino Fundamental, anos iniciais do Fundamental, Superior e, por fim, a retomada da Educação Infantil. Até o momento, nenhuma decisão foi tomada e a questão segue em debate.

Vermelha
As sextas-feiras tornaram-se um dia de apreensão e ansiedade para os santa-cruzenses nas últimas semanas, especialmente depois que o município passou a ser classificado, de forma preliminar, com a bandeira vermelha do modelo de distanciamento controlado.

Para esta sexta o sentimento não é diferente. Santa Cruz do Sul registrou 69 casos confirmados nos últimos sete dias e tem cem casos ativos de Covid-19. A lotação dos hospitais da região, outro indicador importante, está em 55%. A expectativa das autoridades de saúde é que a região seja, pela quarta semana consecutiva, classificada com a bandeira vermelha.

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