EDUCAÇÃO 09/09/2020 13h53 Atualizado às 15h26

Volta às aulas nas escolas públicas da região fica para outubro

Em Santa Cruz do Sul, Vera Cruz e Venâncio Aires, contudo, rede privada de educação infantil já tem data para retornar

Após a reunião entre os prefeitos da Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo (Amvarp) não chegar a um consenso quanto ao retorno das aulas na região, o impasse começou a ganhar definições nessa terça-feira, 8. A retomada das atividades na rede pública está descartada para setembro e só deve ocorrer em outubro. Por outro lado, a rede privada tem data para retornar e, em Venâncio Aires, as crianças já voltaram às salas de aula.

Na tarde dessa terça, a Secretaria de Educação de Santa Cruz do Sul apresentou ao Gabinete de Emergências o plano de retomada. Conforme a proposta, os estabelecimentos particulares de educação infantil que já encaminharam o plano de contingência e receberam autorização do Centro de Operações em Saúde para a Educação Municipal (COE) poderão voltar a receber as crianças, gradualmente, a partir da próxima terça-feira, dia 15.

“Esse retorno foi analisado pelo COE, deliberado e aprovado pelo Gabinete de Emergências, seguindo todos os protocolos sanitários exigidos, de forma gradual, escalonada, para que a gente possa fazer essa retomada das atividades. Voltarão apenas as escolas privadas de educação infantil que tiveram seus planos de contingência enviados e autorizados pelo COE”, afirmou a secretária municipal de Educação, Juliana Bach.

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Para garantir a segurança dos alunos, professores, funcionários e pais, todas as medidas sanitárias serão providenciadas, monitoradas e avaliadas com cautela. “Além da capacidade máxima de 50% de ocupação por turma, é uma condição para esse retorno nas instituições privadas autorizadas a vontade dos pais em mandar ou não seus filhos para a escola. Isso é bastante importante neste momento”, destacou Juliana. Quanto à rede municipal de ensino, ainda não existe uma data estipulada para a volta às aulas.

Em Vera Cruz, a situação é semelhante. Conforme decreto publicado nessa terça, a rede privada fica autorizada a retornar no próximo dia 14, observando os protocolos de distanciamento e higiene, enquanto a rede pública volta somente em outubro. Já em Venâncio Aires, as crianças puderam retornar às salas de aula nessa terça mesmo, com as escolas privadas respeitando a lotação máxima de 50% por sala.

Ainda nessa terça-feira, a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) realizou assembleia geral, e um dos assuntos discutidos foi a retomada das atividades de ensino. Das 27 associações que compõem a federação, 24 votaram por não recomendar o retorno às aulas neste momento; contudo, a Famurs respeita a autonomia dos prefeitos que optarem pela volta dos alunos.

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RETOMADA É UM ALÍVIO E UM DESAFIO

Com as portas fechadas desde o dia 18 de março em razão da pandemia, as escolinhas da educação infantil de Santa Cruz do Sul veem a possibilidade da retomada presencial como um alívio, mas também como um desafio. Além das diversas regras de distanciamento e higienização a serem cumpridas, a tarefa de explicar e fazer com que as crianças respeitem e se acostumem com tamanha mudança na rotina será mais um obstáculo para professores e monitores.

Segundo a empresária Cláudia Cemin Becker, da escola Baby Disney e representante da Rede Criança, as instituições estão aguardando a aprovação pelo COE para definir a data de retorno. “Estamos com os protocolos encaminhados, nós adequamos as nossas escolas em cima do que colocamos no plano de contingência e agora aguardamos a avaliação do COE. Se necessário, faremos mais adequações”, ressalta. Como cada plano passa por avaliação individual, é possível que nem todas as escolinhas voltem na mesma data.

Outra questão a ser observada é o modelo de distanciamento. Caso a região receba a bandeira vermelha de forma definitiva, as atividades serão novamente suspensas. “Isso vai ser bem complicado. Nós nos estruturamos para a retomada, com alimentação, com tudo, de repente vem a bandeira vermelha e aí são duas semanas parados. Vamos ter que correr esse risco”, enfatiza Cláudia. Segundo ela, no levantamento feito junto aos pais, 50% pretendem mandar os filhos para a escola.

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