SANTA CRUZ 13/09/2020 19h05 Atualizado às 13h43

PT oficializa candidatura de Frederico de Barros e Manu Mantovani

Campanha terá como foco a defesa da ampliação da participação popular na administração pública

Em convenção virtual na tarde deste domingo, 13, o PT de Santa Cruz oficializou a indicação do jornalista Frederico de Barros para concorrer a prefeito na eleição de 15 de novembro. Ele terá como vice a também jornalista Manu Mantovani (PCdoB).

Frederico e Manu falaram à imprensa por videoconferência após o encerramento da convenção do PT – o PCdoB já havia aprovado a dobradinha na noite de quinta-feira. Batizada “Santa Cruz da gente”, a coligação terá como um dos focos a defesa da ampliação da participação popular na administração pública.

Durante a entrevista, a dupla antecipou um dos pontos-chave do plano de governo: a implantação do orçamento participativo. Com isso, a ideia é garantir políticas que atendam a todos os setores da comunidade. “Hoje temos uma Santa Cruz dividida. Enquanto no Centro temos florzinha no canteiro e asfalto, os bairros e o interior estão abandonados”, criticou Manu.

Com 27 anos completados em agosto, Frederico falou em “renovação geracional” e em “voz da juventude”. “Santa Cruz está cansada das mesmas famílias, que praticam uma política desgastada”, disse. Também criticou alianças sem coerência ideológica de outros blocos e disse que a sua companheira de chapa é uma “vice de convicção e não de ocasião”. Com aposta em “engajamento orgânico” nas redes sociais para enfrentar os grupos tradicionais, Fred falou sobre a necessidade de políticas voltadas à geração de emprego e renda no período pós-pandemia e no médio e longo prazo. Entre críticas ao atual governo, que chamou de “autocrata”, pregou em vários momentos a necessidade de mais diálogo. “As pessoas sentem falta de serem ouvidas, de os investimentos serem pensados e discutidos com elas.”

Questionado sobre o desgaste sofrido pelo PT com a prisão do ex-vereador Paulo Lersch em junho do ano passado, Fred lembrou que, em 2017, os vereadores petistas firmaram uma aliança com o governo Telmo sem a anuência do diretório municipal da sigla. “E o PT foi o único partido que afastou quem está envolvido com corrupção”, alegou.

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