CORONAVÍRUS 23/10/2020 21h12

Escolas estaduais só voltam quando totalmente aptas, diz coordenador da 6ª CRE

Instituições só poderão retomar as aulas presenciais após receberem todos os equipamentos de proteção

A retomada das aulas presenciais na rede estadual de ensino, prevista para ocorrer no último dia 21, só deverá acontecer após a chegada dos equipamentos de proteção individual (EPIs). A entrega do kit composto por termômetro, luvas, álcool gel, água sanitária e outros produtos às escolas deveria ter sido feita até sexta-feira, 16.

O coordenador da 6ª CRE, Luiz Ricardo Pinho de Moura, explica que a entrega dos equipamentos ocorre de forma gradativa e que, sem eles, as 44 instituições de Ensino Médio não estarão aptas a reabrir. “Como os EPIs foram adquiridos por diversas empresas por meio de licitação, a entrega está sendo feita de forma separada, individual. Enquanto algumas escolas já receberam os termômetros, outras estão recebendo os materiais de higiene, mas nenhuma está 100%. Somente quando tiverem todos os itens, elas poderão abrir”, esclareceu.

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Além disso, uma das razões para muitas escolas permanecerem fechadas são os decretos municipais que proíbem a retomada. Em pelo menos dez municípios, o decreto não permitiu a reabertura. São eles: Boqueirão do Leão, Encruzilhada do Sul, Gramado Xavier, Lagoa Bonita do Sul, Passa Sete, Passo do Sobrado, Sinimbu, Venâncio Aires, Sobradinho e Vale Verde. Pelo cronograma do governo do estado, no próximo dia 28 devem retornar os estudantes do Ensino Fundamental.

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Moura esclareceu que o retorno às escolas não é obrigatório. Além disso, por se tratar de um modelo híbrido (presencial e remoto) e escalonado, não haverá diferenciação no sistema de avaliação dos estudantes. Segundo ele, a previsão é de um retorno bem aquém do esperado: em Santa Cruz, dos 2.700 alunos matriculados no Ensino Médio, apenas 450 devem voltar. A prioridade de retorno, neste momento, é para aqueles alunos que encontram dificuldades na aprendizagem ou no acesso a equipamentos e internet.

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“Por ser um modelo híbrido e escalonado, com apenas 50% dos alunos, com as turmas divididas entre estudantes com aulas nas unidades que outros em casa, não haverá diferenciação na avaliação, desde que todas as atividades propostas pela escola sejam feitas e entregues”, reforçou o coordenador da 6ª CRE.

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