SAÚDE 09/02/2021 14h10

Vereadora cobra explicações sobre aumento da mortalidade infantil

De acordo com Nicole Weber, alta nos registros foi relatada por servidores em 2020

Na sessão ordinária dessa segunda-feira, 8, da Câmara de Vereadores de Santa Cruz do Sul, a vereadora Nicole Weber (PTB) trouxe à tona um dado que vem gerando preocupação no município: o aumento da mortalidade infantil e maternal. De acordo com a petebista, desde o ano passado uma crescente nesse tipo de ocorrência vem sendo relatada por servidores municipais. Entre janeiro e junho de 2020 foram dez mortes de bebês e duas de mães, todas classificadas como evitáveis.

“Naquele mês de junho, quando o ex-vereador Mathias Bertram, atendendo a uma solicitação minha, fez um pedido de informações à Prefeitura sobre essa situação, havia apenas um profissional ginecologista para atender os casos de alto risco no município”, detalhou Nicole.

LEIA TAMBÉM: Em 24 dias, cinco bebês morreram antes de nascer


Na época, o Executivo informou que não era possível estabelecer comparativos completos entre os índices de 2018, 2019 e 2020, porque o ano ainda estava em andamento. No entanto, a resposta ao pedido de informações adiantava que as mães que haviam morrido eram mais jovens e que estavam indo a óbito mais crianças com peso considerado normal – antes a estatística apontava para mais mortes de crianças abaixo do peso.

Nesta terça-feira, 9, a vereadora protocolou um novo pedido de informações sobre o assunto. “Entendemos que agora é um bom momento para isso, posto que o ano de 2020 já está fechado e os comparativos poderão ser feitos de forma completa. Queremos os dados sobre essas ocorrências e queremos saber o que a Prefeitura está fazendo para que a defasagem de ginecologistas e obstetras não prejudique a nossa comunidade e nem acarrete em mais mortes, porque eu, que perdi meu irmão em seu nascimento por negligência médica, sei como uma morte evitável dessas pode mudar o rumo de uma família”, frisou.

Nicole afirma ainda que considera intolerável que morram mães e bebês por falta de profissionais qualificados em um município com estruturas como a UTI Neonatal e Pediátrica e o Centro Materno Infantil (Cemai).

LEIA TAMBÉM
Projeto quer que espaços ajudem mulheres em risco

Vereadora quer gestantes atendidas diretamente no Centro Obstétrico