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RECUPERAÇÃO

Chuva dos últimos dias traz nova vida ao Rio Pardo

Foto: Rafaelly Machado

Após sofrer com a estiagem e quase secar em janeiro, rio que dá nome à Cidade Histórica revigorou após a chuva

Os grandes volumes de chuva registrados nos últimos 30 dias serviram para trazer vida às lavouras e também recuperar o nível dos rios e reservatórios da região. Em Rio Pardo, o rio que batiza a cidade voltou a ter leito e nível suficiente para possibilitar a navegação de pequenas embarcações, depois de estar praticamente seco no início de janeiro.

Naquela ocasião, a Gazeta do Sul foi até o local, na antiga ponte que liga a cidade à Várzea do Camargo, e constatou que era possível descer pelas encostas e chegar até o que era o centro do leito. Agora a situação é completamente diferente. De cima da velha ponte – que está interditada para passagem de veículos e em péssimo estado de conservação – é possível perceber que o Rio Pardo teve boa recuperação nas últimas semanas.

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A maior parte do leito voltou a ficar coberta pela água e já não é mais possível visualizar pedras e bancos de areia. Contudo, chama a atenção a quantidade de lixo e galhos de árvores que se acumulam junto às pilastras. Há ainda o esgoto produzido pelas casas às margens, que gera uma poluição constante ao rio.

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Desde que nasceu, Solange Iemanjá, 65 anos, sempre morou às margens do Rio Pardo. Ela conta que ainda é difícil de acreditar na situação atual do rio em relação à poluição. “Antigamente dava gosto de ver. Quando estava mais seco as pessoas jogavam futebol lá embaixo, o meu tio montava um bar, aqui dava mais gente do que lá nas praias”, recorda. “Depois começaram a largar esgoto e esse monte de lixo, e estragou o rio”, completa.

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Além disso, Solange reclama do mato às margens, que não é mais cortado há muitos anos. Em dezembro do ano passado a antiga ponte foi atingida por um incêndio, provocado por populares que atearam fogo aos galhos e entulhos que se acumulavam junto às pilastras. O fogo ganhou grandes proporções e acabou atingindo a parte superior da ponte, que ficou danificada no centro.

Apesar de ter sido restaurada e reinaugurada em 2014, a estrutura hoje encontra-se interditada em função dos danos que sofreu. Para impedir a passagem de veículos, duas pilhas de terra e entulho foram erguidas nas cabeceiras. No entanto, pessoas ainda circulam de um lado ao outro, a pé, em bicicletas e até mesmo de moto.

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