REGIÃO 05/04/2021 17h53 Atualizado às 22h08

Hospitais voltam a receber medicamentos para intubação nesta terça-feira

Instituições com UTIs em Santa Cruz e Venâncio Aires serão beneficiadas. Remessa deve ser suficiente para pelo menos 5 dias, projeta Estado

Para dar continuidade à assistência aos pacientes graves de Covid-19 intubados em leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), a Secretaria da Saúde (SES) e o Exército Brasileiro distribuem, nesta terça-feira, 6, 92.799 frascos de sedativos e bloqueadores neuromusculares a 69 hospitais gaúchos. Os medicamentos fazem parte do chamado kit intubação, necessários ao procedimento de ventilação mecânica em pacientes com dificuldades respiratórias.

Entre as instituições beneficiadas estão os três hospitais da região que dispõem de UTI: o Hospital Santa Cruz (HSC) e o Ana Nery, ambos em Santa Cruz do Sul, e o São Sebastião Mártir, em Venâncio Aires.

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Essa nova remessa foi enviada pelo Ministério da Saúde, e os critérios de rateio são de competência da SES. O armazenamento e a distribuição são realizados com auxílio do Exército Brasileiro.


A remessa desta semana é composta por 39.825 frascos de Atracúrio, 11.415 frascos de Cisatracúrio, 22.630 frascos de Midazolam e 18.929 frascos de Rocurônio. De acordo com o diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica da SES, Roberto Schneiders, esta é uma quantidade importante, porém ainda pequena frente à necessidade dos hospitais. Para otimizar a distribuição, medicamentos semelhantes ou que produzem o mesmo efeito estão sendo partilhados a hospitais diferentes.

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O Midazolam será distribuído para 46 hospitais que têm leitos de UTI pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e proporcionará uma cobertura mínima para quatro dias de consumo. Os outros medicamentos, que são bloqueadores neuromusculares, serão distribuídos a 58 hospitais que têm leitos de UTI pelo SUS e proporcionará uma cobertura mínima para cinco dias de consumo.

O rateio foi realizado com base em um acompanhamento semanal da SES junto à rede hospitalar, em que as próprias instituições declaram a quantidade de medicamentos de seus estoques. A diretora do Departamento de Gestão da Atenção Especializada, Lisiane Fagundes, explica que são utilizadas as informações mais recentes possíveis nos cálculos que definem quanto cada hospital irá receber.


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A responsabilidade pela compra desses medicamentos é das instituições hospitalares, não fazendo parte da rotina da Assistência Farmacêutica do Estado. No entanto, frente à dificuldade de aquisição no país e ao aumento da demanda desde o ano passado, o governo do Estado e o Ministério da Saúde se articularam para comprá-los excepcionalmente e distribuí-los às instituições com estoques críticos e que prestam atendimento pelo SUS.

A SES realiza, com hospitais e Pronto Atendimentos, um levantamento semanal do estoque dos 22 medicamentos para intubação. A ação de rotina visa acompanhar a quantidade de cada um na rede hospitalar, que sofre escassez desde julho do ano passado, em decorrência da pandemia de Covid-19. Já foram adquiridos medicamentos no mercado nacional e internacional, tanto pelo Ministério da Saúde quanto pelo Estado do Rio Grande do Sul.

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