Covid-19 08/04/2021 07h18

Cenário melhora na região, mas não é hora de relaxar

Tanto Santa Cruz do Sul como os demais municípios do Vale do Rio Pardo vêm apresentando redução significativa no número de novos casos e também na quantidade semanal de óbitos

Depois de um mês de março onde o sistema de saúde do Rio Grande do Sul colapsou em razão do número de casos de Covid-19 – sendo necessária a adaptação de todos os espaços possíveis nos hospitais e unidades de pronto-atendimento (UPAs) para a internação de pacientes que desenvolveram quadros graves da doença –, esse cenário começou a melhorar nos primeiros dias de abril. Tanto Santa Cruz do Sul como os demais municípios do Vale do Rio Pardo que compõem a região 28 do modelo de distanciamento controlado vêm apresentando redução significativa no número de novos casos e também na quantidade semanal de óbitos. Isso pode ser um reflexo dos 23 dias de bandeira preta e restrições mais severas para o funcionamento das atividades econômicas e circulação de pessoas nas ruas. Contudo, os especialistas alertam que essa melhora não deve ser motivo para a população deixar de se cuidar.

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“Precisamos evitar que uma nova onda de casos graves venha a acontecer”

Apesar da melhora nos indicadores da pandemia, as autoridades de saúde reforçam o pedido para que a população não relaxe nos cuidados, de forma a evitar uma nova onda de disseminação do coronavírus. Em entrevista à Rádio Gazeta FM 107,9 nessa quarta-feira, 7, o administrador do Hospital São Sebastião Mártir (HSSM), Luciano Spies, reforçou o pedido para que a prevenção seja mantida. “Não é o momento de relaxar. Esse é um momento em que atingimos uma espécie de equilíbrio – não vimos os números reduzirem muito, mas também não vimos aumentarem”, salienta.

Segundo ele, essa desaceleração no avanço da doença possibilitou a reorganização do HSSM, que hoje se encontra em uma situação melhor e já adequada para atender à demanda. Ainda assim, a apreensão é constante. “Ainda que existam alguns leitos, ainda que tenha diminuído um pouco a procura por leitos clínicos e de UTI, a situação permanece preocupante e demanda todos os cuidados. Uma nova onda, um novo pico de contaminação, com certeza vai colapsar o sistema e deixar pacientes sem atendimento”, alerta.

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Spies ainda ressalta que ter um leito disponível para internação não é garantia de que o paciente conseguirá superar a doença. “Para aqueles que ficam em estado grave a cura é muito difícil, por isso nós tivemos esse número absurdo de óbitos. Pessoas que mesmo com todos os medicamentos e toda a estrutura de uma UTI disponível não conseguiram vencer o vírus. Precisamos evitar que uma nova onda de casos graves venha a acontecer.”

Como se prevenir

Máscara
O uso do utensílio comprovadamente reduz a chance de contaminação pelo coronavírus em 87%, conforme estudo realizado por três universidades gaúchas. Se for do tipo caseira, a recomendação é para que sejam colocadas pelo menos duas camadas de tecido, e quando houver circulação em ambientes com maior fluxo de pessoas, pode-se usar duas máscaras sobrepostas para aumentar a proteção. Desde maio de 2020 o uso da máscara é obrigatório em todo o Rio Grande do Sul.

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Distanciamento social
Ficar distante de aglomerações e de locais onde exista grande circulação de pessoas é outra forma eficaz de evitar o contágio da Covid-19. Caso seja necessário utilizar o transporte público ou trabalhar em ambientes com várias pessoas, evite o contato físico, use sempre a máscara e procure deixar os ambientes abertos para que ocorra a ventilação e a circulação do ar. Os cuidados devem ser mantidos mesmo entre os familiares.

Higiene
O coronavírus tem a capacidade de permanecer ativo nas mãos e em diversos tipos de superfícies, por isso é importante lavar as mãos com frequência utilizando água e sabão em abundância. Quando não houver essa possibilidade, a higienização com álcool gel 70% também pode ser aplicada para eliminar o vírus. Evite ao máximo tocar os olhos, nariz ou boca sem antes higienizar as mãos.

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